quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
A Terra é a Minha Casa: A lixeira da Câmara Municipal de Cascais no Bairro...
A Terra é a Minha Casa: A lixeira da Câmara Municipal de Cascais no Bairro...: Eis aquilo a que a Câmara Municipal de Cascais chama de, pomposamente, "Estaleiro da Câmara Municipal de Cascais". Montes de lixo ...
domingo, 6 de dezembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Vidas com lugar ao sol: “Não há fome! Não acredito que há fome!”
Vidas com lugar ao sol: “Não há fome! Não acredito que há fome!”
“Não há fome! Não acredito que há fome!” Repetida veementemente, esta frase ecoava hoje
no paredão de Cascais numa manhã solarenga, entre um grupo de pessoas que conversava ao
sol. Era uma voz feminina, de cerca de 70 anos, faixa etária das restantes mais de dez pessoas
que ali confraternizavam.
Gentes satisfeitas com a sua vida tranquila, habitantes de um condomínio feliz de uma classe
média (alta? hum...não) que se impôs em Cascais-Estoril. Gentes conservadoras que querem
manter o que têm. Sem ondas, aproveitar os seu últimos anos de vida ao sol. Gentes
reformadas com reformas que lhes chegam.
Que não vêem o que não vislumbram. Que não querem saber do que não lhes surge no seu
horizonte. Limitado? Para eles e elas não. Chega-lhes bem o que querem ver. Assim podem
deturpar o todo, sem sentires de culpas.
Desculpas? Para a ignorância ou a indiferença?...
Ainda recordo com nostalgia, apesar das dificuldades económicas de então, os tempos em
que, então jovem, caminhava pelo paredão vazio nos sóis de outono ou chuvas de inverno,
podendo respirar e pensar sem tropeçar em ninguém.
Provavelmente nessa altura estas pessoas que hoje ali (re)encontro estariam a trabalhar em
empregos estatais “das 9 às 5”, retornando logo às suas pacatas e simpáticas vidas do sonho
português (ou americano) de então, em serões tranquilos. Agora, não passam fome e
apanham sol no paredão, e provavelmente apelidam de preguiçosos quem não vive como elas.
Dizem que não há fome, não. Pois não, há excessos: de mediocridade, de egoísmo, de falta de
empatia. Com aqueles e aquelas que não têm como usufruir o bom do sol do paredão. Nem da
chuva.
Cascais, 2015
Paulina Esteves
“Não há fome! Não acredito que há fome!” Repetida veementemente, esta frase ecoava hoje
no paredão de Cascais numa manhã solarenga, entre um grupo de pessoas que conversava ao
sol. Era uma voz feminina, de cerca de 70 anos, faixa etária das restantes mais de dez pessoas
que ali confraternizavam.
Gentes satisfeitas com a sua vida tranquila, habitantes de um condomínio feliz de uma classe
média (alta? hum...não) que se impôs em Cascais-Estoril. Gentes conservadoras que querem
manter o que têm. Sem ondas, aproveitar os seu últimos anos de vida ao sol. Gentes
reformadas com reformas que lhes chegam.
Que não vêem o que não vislumbram. Que não querem saber do que não lhes surge no seu
horizonte. Limitado? Para eles e elas não. Chega-lhes bem o que querem ver. Assim podem
deturpar o todo, sem sentires de culpas.
Desculpas? Para a ignorância ou a indiferença?...
Ainda recordo com nostalgia, apesar das dificuldades económicas de então, os tempos em
que, então jovem, caminhava pelo paredão vazio nos sóis de outono ou chuvas de inverno,
podendo respirar e pensar sem tropeçar em ninguém.
Provavelmente nessa altura estas pessoas que hoje ali (re)encontro estariam a trabalhar em
empregos estatais “das 9 às 5”, retornando logo às suas pacatas e simpáticas vidas do sonho
português (ou americano) de então, em serões tranquilos. Agora, não passam fome e
apanham sol no paredão, e provavelmente apelidam de preguiçosos quem não vive como elas.
Dizem que não há fome, não. Pois não, há excessos: de mediocridade, de egoísmo, de falta de
empatia. Com aqueles e aquelas que não têm como usufruir o bom do sol do paredão. Nem da
chuva.
Cascais, 2015
Paulina Esteves
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
terça-feira, 21 de julho de 2015
Incêndio na zona de Murches e Quinta do Pizão
![]() |
| Foto SIC Notícias |
O sinistro que neste momento ameaça algumas habitações, começou em terrenos com vegetação de mato localizados entre o canil municipal de Cascais/ Fundação S.Francisco de Assis e a localidade de Murches, cerca das 14h45.
O vento faz-se sentir com alguma intensidade e a situação não está fácil de controlar para os bombeiros de Alcabideche que logo acorreram ao local com 32 viaturas e cerca de uma centena de efectivos. O fogo está a colocar em perigo várias habitações e residentes. Aguarda-se a intervenção de meios aérios.
Carlos Silva
domingo, 31 de maio de 2015
Para além do Aga Khan…
Pedi ao Prof Eugénio Sequeira que comentasse a notícia publicada no DN em 29-05-2015, intitulada:
"Cancelado projeto urbanístico que incluia Academia Aga Khan em Cascais" (texto transcrito abaixo para compreensão do contexto).
Seguem os seus comentários.

O problema “Não é o Aga Khan, mas sim o PDM. O Aga Khan e a Academia Islâmica ainda era possível aceitar desde que se salvaguardassem as mais valias ambientais, melhor dizendo os Serviços Chave para a comunidade como a recarga dos aquíferos, a redução do risco de Cheias”. De facto:
1- A impermeabilização e a destruição da REN (Rede Ecológica Nacional) põe em causa a Directiva Quadro da Água (Directiva 2000/60/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Outubro de 2000) que é o principal instrumento da Política da União Europeia relativa à água, estabelecendo um quadro de acção comunitária para a protecção das águas de superfície interiores, das águas de transição, das águas costeiras e das águas subterrâneas. Foi transposta para o direito nacional através da Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro.
1.1 Quantidade e Qualidade da água
Também não respeita a Directiva 2006/118/CE, de 12 de Dezembro), transposta pelo Decreto-Lei n.º 208/2008, de 28 de Outubro.
Toda a zona entre a Ribeira das Vinhas (ou da Mula) e a praia do Guincho, é uma zona turística, que inclui enormes zonas de vivendas, com jardins, dois campos de golfe, inúmeras piscinas etc. e o abastecimento de água para rega é proveniente de furos que se abastecem das infiltrações das zonas cársicas do Batólito eruptivo de Sintra e a superfície – Calcários do Cretácico e do Jurássico.
Calcula-se, por estimativa das áreas que o consumo de água será de 9 hm3 por ano, que são extraídas desse recurso.
O excesso de consumo, baixando o nível piezométrico do aquífero tem o risco de agravar a intrusão salina, que já se faz sentir nos jardins mais perto da costa.
A impermeabilização reduzindo ainda mais a recarga, para além da enorme perda causada durante os últimos anos pelo acréscimo constante das zonas urbana deverá ser totalmente interdita nestas zonas. De facto, por ano em média devem ser perdidos mais de 100 a 200 mm por metro quadrado, de superavite (recarga da água de drenagem, Mendes & Bettencourt, 1980) que equivalem a 4000 a 8000 m3 que escoam ao longo do ano, à superfície.
Todos estes efeitos serão agravados com as alterações climáticas e deverão merecer um estudo de pormenor, tendo em conta as condições micro-climatológicas , a cartografia e caracterização dos solos e níveis piezométricos das zonas afectadas.
De qualquer forma no PDM anterior este aspecto estava acautelado como REN e RAN e outras classificações referidas no ponto 1.2, que asseguravam um nível de protecção elevado prevendo estes efeitos.
1.2- Risco de Cheias
De facto a zona em causa está na nascente e na zona montante da ribeira dos Mochos em Cascais, sendo a única zona da bacia que não está construída.
Toda a água resultante da pluviosidade na bacia, ou escoa pela Ribeira que sai na praia de Sta Marta, ou se infiltra na zona cársica que abastece o freático.
Tirando a zona do Parque da Ribeira dos Mochos, o restante curso da ribeira está urbanizado, havendo troços em Birre canalizados e com curso com 1 m de largura entre parede. Trata-se de uma linha de água com cerca de 12 km de extensão numa bacia que no ponto mais largo, exactamente na cabeceira, na zona que se pretende urbanizar terá cerca de 3 km de largo, mas cuja parte mais estreita terá menos de 1km.
A impermeabilização do seu curso, tem aumentado o risco de cheia desde o Parque Gandarinha, o Campo Hípico, a e em especial a zona a montante da Avenida 25 de Abril, no Parque do Rio dos Mochos, no Bairro do Rosário, em Birre, o que se irá agravar ainda mais, com a enorme impermeabilização que a classificação da proposta revisão do PDM permite.
De facto trata-se de um a Classificação que permite impermeabilizar até 146.000 m2 de construções mais as outras impermeabilizações acessórias, nomeadamente as infra-estruturas viárias.
Para uma chuvada intensa (deveria ser calculado o tempo de concentração desta linha de água que será certamente inferior a 1 hora) , portanto entre 30 e 50 mm/h (Brandão, C e tal., 2001), o que, considerando a capacidade de retenção de uma zona de pinhal, mato e solo de materiais calcários (Luvissolo ou Fluvissolos, nas zonas cársicas –REN e aluviões na parte plana ) e de infiltração que variará de 50 mm/h a 65/mm/h ( 15 mm retidos na copa e folhada e taxa de infiltração no solo variando de 35 a 50 mm/h - dados adaptados de Martins, 1989).
Assim a impermeabilização irá acrescer o caudal do pico da cheia a escoar de 1000 a 2000m3 por hora (mais 0,3 a 0,5 m 3 s -1) que não poderá ser suportado pelos estrangulamentos na Av. 25 de Abril, Hipódromo, etc.
Seria necessário efectuar um estudo e adaptação das infra-estruturas para suportar os caudais ao longo dos últimos 6 km do curso de água.
Portanto esta alteração do PDM põe em causa a Directiva da Avaliação e Gestão dos Riscos de Inundações (2007/60/CE de 23 de Outubro) Decreto-Lei nº 115/2010 de 22 de Outubro
1.3- Destruição do Recurso Solo

"MATA Cascais" - o movimento Absolutista de Cascais
Os Absolutistas do "MATA Cascais" querem-nos fazer crer que a oposição unida não lhes faz mossa. Porém sabemos que estão a tentar sacudir a tempestade com mata moscas.
É assinalável este encontro dos cascalenses em defesa do Ambiente, Segurança, Saúde! Em defesa dos espaços verdes naturais, flora e fauna, da água, e em preocupação com a prevenção das cheias.
É positivo este processo de consenso entre pensamentos diferentes em torno do desejo de uma melhor qualidade de vida, em busca de um lugar mais são para viver.
Onde a participação democrática exista realmente. Sem prepotência nem imposições.
Paulina Esteves
SOS Natureza - Campanha Europeia
DIVULGAMOS: https://www.naturealert.eu/pt
NÃO À ALTERAÇÃO DAS LEIS QUE PROTEGEM O AMBIENTE.

NÃO À ALTERAÇÃO DAS LEIS QUE PROTEGEM O AMBIENTE.

Na Europa existem leis fundamentais que têm como objetivo proteger o nosso património natural. A conservação da nossa natureza e vida selvagem estão dependentes destas regras.
Infelizmente, a Comissão Europeia está neste momento a considerar uma destruição destas leis, anulando anos de progresso em conservação da natureza.
Mas se um número suficiente de pessoas se juntar a nós, e disser que quer ver estas leis fortalecidas, juntos podemos impedi-los de enfraquecer a proteção da nossa vida selvagem.
A Comissão Europeia está a pedir a nossa opinião sobre o assunto, e este é o momento de nos fazermos ouvir.
Este processo de consulta da Comissão incide sobre diversos assuntos, e as respostas sugeridas em baixo apoiam a proteção da natureza.
Para ajudar a conservar a vida selvagem europeia, preencha os espaços em branco com os seus dados e clique em ATUE JÁ! Ao clicar está a concordar com as respostas que se encontram em baixo.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Algumas ideias (sintéticas) sobre educação...
Sendo frontalmente contra a municipalização das escolas,
e da educação, por razões politicas, económicas e sociais, apresento, aqui,
algumas ideias, de forma muito sintética, sobre o estado actual da educação.
1. Desburocratização/simplificação
de processos
Atingimos ao zénite no que corresponde à burocratização
da educação, dos seus processos e da sua avaliação. Tal situação deve-se, no
meu entender, a dois factores de razões:
a) Desconfiança
generalizada das chefias acerca das formas e métodos de trabalho dos docentes e
não docentes. Tal desconfiança deve-se a processos avaliativos não formativos
mas, normalmente, punitivos e sancionatórios (para todos os patamares do
sistema educativo). Desconfiamos uns dos outros e atribuímos responsabilidades
pelo insucesso (sempre) “aos outros”, ou seja, o cooperativismo na sua forma
mais pura e dura.
Assim, à avaliação de docentes e não
docentes passando pela avaliação dos processos educativos e da estruturação do
ensino não correspondem medidas concretas de alteração dos mesmos (correcção de
processos, etc…) simplesmente, como é norma neste nosso país, há uma
constatação que serve para fins políticos, entenda-se a mobilidade, o
encerramento de escolas e/ou a não atribuição de mais verbas.
Assim, a pedagógica e avaliativa de
processos é vital…
b) As
verbas são suficientes?
A metodologia de se derramar dinheiro
sobre os problemas, como se uma dor de cabeça passasse por via económica e /ou
financeira, foi um maná que acabou. Penso, sinceramente, que deveria ter havido
maior cuidado com o controle de gastos e de atribuição (não politizada) de
verbas para a educação.
As direções financeiras deveriam ter
sido (ou ser) mais responsabilizadas pelos gastos. Teria sido mais lógico dar
autonomia às direcções para organizarem os gastos dos seus agrupamentos, mesmo
retirando verbas, em vez de parcelarem e espartilharem as verbas atribuídas.
Estou certo que cada direcção seria mais capaz de gerir os seus orçamentos
autonomamente e de acordo com os interesses do seu projecto educativo e da
região onde se inserem sabendo, atempadamente do “bolo financeiro a gerir”, e
tendo essas verbas cativas desde logo. Também, acredito que tendo orçamentos
bianuais ou que acompanhassem um ano lectivo (logo não correspondendo ao ano
civil) seria facilitador de uma boa gestão.
Assim, a autonomia financeira é vital…
c)Haverá, realmente, projectos
educativos significativos?
Pelas ideias já expostas não acredito na
retórica de que cada encarregado de educação conseguirá, num futuro dourado e
próximo, escolher a escola do seu educando baseando-se no projecto educativo
proposto por cada unidade de ensino. Sem autonomia não há a real possibilidade
de se construir uma escola diferente das outras. Diferente na sua qualidade e
nas suas ofertas de qualidade…há uns laivos de inovação (normalmente importada
e/ou copiada de modelos já propostos, muitas ensaiados mas nunca avaliados) que
esbarra na conjuntura económica do seu espaço - tempo.
Aqui a municipalização da educação terá
um papel extremamente negativo pois perpetuará teorias, concepções educativas
baseadas no economicismo do momento. O tal espaço- tempo que Einstein
relativizava mas que, nós portugueses, conhecedores das nossas características,
sabemos virem a ser reduzidas a interesses politico partidários, pessoais e de
lóbis…(entre outros).
Assim, a autonomia é vital…não pode ser
realizada na municipalização.
d)Agora, sugestões concretas para duas
situações reais/atuais…
Como acredito da politica dos pequenos
passos que dão uma caminhada, faço as seguintes sugestões…
- Para
uma escola democrática
Revogue-se Decreto-lei n.º 75/2008, de
22 de abril no que concerne há eleição dos órgãos de gestão (artigo 23º). A
eleição deverá voltar a ser entregue à comunidade educativa de molde a que a
cada elemento dessa comunidade possa votar. Um princípio democrático de uma
pessoa um voto é fundamental.
-Antes
de enviar um docente para a mobilidade (desemprego a médio
prazo)
Há cargos, lugares a preencher, nas
escolas ou nas estruturas sociais de uma comunidade (entenda-se unidade
autárquica). Esses lugares podem (devem) ser preenchidos por docentes sem turma
atribuída devido a redução de alunos ou por outros motivos (saúde, por
exemplo). Eis alguns exemplos:
a) Na
escola
-
redução de número de alunos por turma, para um número que permita um trabalho
de qualidade. Logo haverá mais turmas…;
-
atribuição de maior número de co - docência para turmas problemáticas;
-
aulas de apoio a alunos com dificuldades de aprendizagem (em grupo pequeno ou
individuais);
-
trabalho (correto e concreto) de tutorias;
-
apoio a alunos com NEE;
-
apoio aos professores bibliotecários;
-
apoio nos serviços administrativos;
-
aulas de substituição;
-
assessorias da direcção.
b) Na
comunidade
-
trabalho em bibliotecas locais;
-
apoio no secretariado da autarquia, na policia local, centros de saúde,
hospitais, outros…
E,
muito mais…pode cada um pensar e sugerir. Todas as ideias são importantes no
aproveitar de experiência cumulada e de saberes que podem ser importantes para
a comunidade e que a comunidade (em tempos) ajudou a
pagar.
Não
devemos desperdiçar…
Rui Manuel Torrado Valente
S. João do Estoril, 4-02-2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
O humor mata ou Je suis Charlie ou…sei lá quem sou…
“…não desenho para aborrecer as
pessoas, mas sim para as divertir, para chamar a atenção delas para aquilo que
vale a pena e que nem sempre se vê”
Vincent Van Gogh
Quando
olho em redor vejo cada vez mais pessoas alheadas, de olhar fixo, esgazeado de
mau humor. Ou, pior. Sem humor.
O humor
é corrosivo, mata no sentido literal do termo, como vimos recentemente.
O homem
aceita os insultos, aceita rebaixar-se em determinadas situações mas quase
nunca aceita o ridículo, quase nunca aceita ser posto em causa e rir-se de si
mesmo ou de uma situação em que participe.
Rir-se
de si próprio, de uma situação que protagonizou, é muito difícil numa sociedade
baseada na imagem. A imagem que damos, ou pensamos dar, e a imagem que os
outros têm de nós baseia-se nisso mesmo, na filtragem que cada cérebro, cada um
de nós, constrói do outro.
Dizemos
que “o ridículo mata” mas se lhe juntarmos “o que não mata engorda” ficamos a
saber a verdadeira causa da obesidade.
Engordamos
o nosso ego com quilos de egoísmo e de hipocrisias que, ridiculamente, são
politicamente corretas…como o foi ver países onde não há verdadeira liberdade
de expressão serem representados na marcha por essa liberdade numa Paris em
pose transcendental.
Isto
transcende a minha compreensão…
Brincamos,
por vezes, com pessoas sem sentido de humor. Isso, para essas pessoas, é
terrível.
É
terrível ser-se literal uma vida inteira pois embora seja bom termos princípios
e valores, que nos regem e dão sentido à vida, haverá sempre momentos em que é
necessário perspectivar as pequenas coisas da nossa pequena e curta vidinha.
Por
muito que sejamos gordos, o nosso umbigo não é o centro do mundo, quiçá do
universo. Já Galileu o provou…e, de que maneira.
O
Humor, só o humor, pode dar sentido às nossas vidas. Assim, dou vivas a todos
os que me fazem sorrir…vivam os comediantes, vivam os humoristas!
Como não podemos matar esse modo de pensar ser
e estar, só matando o indivíduo que o alberga, e assim conseguimos atingir o ridículo
máximo que é o lado negro do humor (meu caro Darth Vader, onde estás quando és
preciso?) -- a falta total de capacidade
de sorrir perante uma ideia ou um facto.
Neste
caso, de humor negro, o ridículo mata.
Rui Manuel Torrado Valente
S. João do Estoril, Janeiro de 2015
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
''Carcavelos, as praias também se abatem"
A SOS Salvem o Surf apresentou no passado domingo 14
Dezembro 2014, uma revisão científica ao
estudo de impacte ambiental sobre as 3 grandes construções previstas pela
Câmara de Cascais em Carcavelos - Plano
de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos Sul (Quinta
dos Ingleses); um grande hotel a leste dessa urbanização; seguido de um empreendimento
universitário já próximo da Nato Oeiras –, tudo junto à praia, a única enorme praia da costa do Estoril na
linha de Lisboa-Cascais com areal extenso e propício ao lazer a à prática do
Surf.
Um painel de cientistas destaca agora incorrecções nos
pressupostos e na análise do estudo que foi apresentado como base para a aprovação municipal do PPERUCS (diga-se
que contra vários movimentos de
cidadãos através de manifestações públicas). Apresenta provas científicas de que
não foram contemplados vários factores ambientais, e que o ecossistema será
perturbado por estas construções que vão destruir a Praia de Carcavelos dentro
das próximas dezenas de anos. À subida do nível do mar e às alterações climáticas
esperadas devido ao aquecimento global, já amplamente estudadas pela comunidade
científica, acrescenta-se aqui a alteração dos ventos que, a prazo, irão
transformar completamente também esta zona do litoral, se não forem tomadas já medidas preventivas sustentáveis.
Assim, propõem que se repense esse atentado ambiental
em curso e que se tomem medidas concretas para evitar o desaparecimento deste
bem natural que são as ondas, a praia, as dunas, tais como alterar o percurso
da marginal e preservar uma zona verde adjunta à praia.
Sobre estes assuntos a ONGA SOS Salvem o Surf deixa
vários documentos que podem ser consultados nestas ligações:
“Anexamos
aqui a revisão científica da Avaliação Ambiental por um painel de
cientistas convidado pela SOS - Salvem o surf, incluindo a lista de 30 falhas
científicas na resposta da Câmara Municipal de Cascais.”
Convite da
SOS - Salvem o surf para a conferência de imprensa.
Texto
detalhado da conferência de imprensa da SOS - Salvem o surf.
Produziram também um excelente filme que merece ser
divulgado, ''Carcavelos, as praias
também se abatem'': https://vimeo.com/109639085 ,
vídeo produzido por Hélio Valentim para
a SOS – Salvem o Surf.
O único aspecto deste filme com que não me identifico é
a sugestão de colocação de “relva” na criação de um espaço verde adjunto à
praia: prefiro o espaço natural, cuidado e limpo, com árvores autóctones e
plantas silvestres, mas sem a invasão de uma espécie vegetal não ecológica,
como considero a relva. Algo a melhorar nesta proposta.
Paulina Esteves
domingo, 7 de dezembro de 2014
O que diz respeito a cada um
Se desgostamos da sociedade consumista, não podemos deixar-nos colonizar
com tanta facilidade.
De cada vez que é inventada uma qualquer novidade, lá estamos nós a desejá-la, a falar dela, ou, podendo, a comprá-la e a tomá-la como indispensável.
Lembro-me, por exemplo, das cápsulas de café e suas máquinas, coisa cara e parvamente poluente, do ar condicionado onde nos constipamos de verão e adoecemos em qualquer estação, embora lá fora tantas vezes esteja um ar bem mais puro e uma temperatura mais razoável; lembro-me do micro ondas (coisa que o tempo dirá até que ponto é segura), dos telemóveis, dos computadores.....
Naquele tempo não havia... começam assim os relatos que confundem a história humana com os seus consumos; como se a existência de um qualquer objecto alterasse radicalmente o acto de estar vivo.
Identificando-nos assim com coisas, de tal forma, que nos esquecemos do essencial da vida, muito além dos trecos luxos e lixos que querem vender-nos e que nós, hipnotizados, corremos a comprar, a desejar ou a roubar.
Concentremo-nos no acto de viver, foquemo-nos no ambiente e no contexto, planetário e outro, em que se desenrolam as nossas existências.
Desenvolvamos a observação e a reflexão para que consigamos ver e ser para além dos condicionalismos opressores.
Activemos a nossa liberdade interior e, só assim, ultrapassaremos o estatuto escravo a que o consumismo nos condena.
Maria Morais
De cada vez que é inventada uma qualquer novidade, lá estamos nós a desejá-la, a falar dela, ou, podendo, a comprá-la e a tomá-la como indispensável.
Lembro-me, por exemplo, das cápsulas de café e suas máquinas, coisa cara e parvamente poluente, do ar condicionado onde nos constipamos de verão e adoecemos em qualquer estação, embora lá fora tantas vezes esteja um ar bem mais puro e uma temperatura mais razoável; lembro-me do micro ondas (coisa que o tempo dirá até que ponto é segura), dos telemóveis, dos computadores.....
Naquele tempo não havia... começam assim os relatos que confundem a história humana com os seus consumos; como se a existência de um qualquer objecto alterasse radicalmente o acto de estar vivo.
Identificando-nos assim com coisas, de tal forma, que nos esquecemos do essencial da vida, muito além dos trecos luxos e lixos que querem vender-nos e que nós, hipnotizados, corremos a comprar, a desejar ou a roubar.
Concentremo-nos no acto de viver, foquemo-nos no ambiente e no contexto, planetário e outro, em que se desenrolam as nossas existências.
Desenvolvamos a observação e a reflexão para que consigamos ver e ser para além dos condicionalismos opressores.
Activemos a nossa liberdade interior e, só assim, ultrapassaremos o estatuto escravo a que o consumismo nos condena.
Maria Morais
MUNICIPALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO
MUNICIPALIZAÇÃO DA
EDUCAÇÃO
Muitos alunos e
professores sofrem, este ano, as consequências de um concurso que, ao retirar a
transparência de uma lista única, procedimento habitual num concurso público, introduziu,
de uma forma absurda, injustiça e caos nas escolas. Aparentemente, este caos,
provocado pela introdução de múltiplos critérios duvidosos e inúteis, fez com
que o próprio ministro Crato assumisse os seus erros, apelando aos directores
das escolas para assumirem a colocação dos professores em falta.
Aparentemente, ou no
mínimo, oportunamente, porque, no mesmo dia em que o faz (14 de Outubro), apela
a um debate com os partidos sobre a autonomia das escolas, admitindo que ao
longo dos anos tem havido alguns problemas na colocação de docentes, defendendo
que deve haver uma reflexão e que seria “interessante” um debate com os vários
partidos sobre o tema da autonomia das escolas, de forma a “evitar problemas
indesejáveis".
Logo a seguir, no dia 6 de Novembro, anuncia o impulso ao programa Aproximar Educação, no âmbito do programa Aproximar
e do Acordo entre o Governo e a Associação
Nacional de Municípios.
O referido programa pretende concretizar a transferência de competências para as autarquias no campo da Educação, em cerca de duas dezenas de municípios.
Muito haverá a dizer sobre este
programa, para o discutir será necessária uma leitura muito atenta, em especial
às fórmulas apresentadas. A autonomia
que se pretende negociar aqui aparece como um remédio milagroso para os males
da educação e, quando questionados os responsáveis, a resposta é
invariavelmente, a mesma: nada de precipitações, tudo está ainda em aberto, tudo é negociável! Até preferem o termo da
descentralização da Educação!
Será??!!
A verdade é que se
pretende uma gestão mais eficaz dos recursos educativos e financeiros mas, de
acordo com o que se propõe, o que resultará é uma diminuição da qualidade da
educação, ao medir-se, por exemplo, a eficiência de uma escola pelo ratio professor/aluno.
Pior do que isso:
este documento pretende conferir às autarquias, entre outras competências (já
de si escandalosas em termos educativos), autoridade para o exercício da acção
disciplinar e a possibilidade de inclusão de componentes curriculares de
responsabilidade local, até à percentagem de 25% do currículo nacional.
A laicidade não se
aplica apenas ao domínio religioso, como sabemos, e este é, também, um ataque
inadmissível à escola laica e republicana, garantia de liberdade e igualdade.
Representa, a meu
ver, um retrocesso histórico no que diz respeito ao papel da Escola Pública no
desenvolvimento dos cidadãos. A formação integral do indivíduo não é tida em
linha de conta em propostas deste tipo. Importa, sim, que os cidadãos sejam
cada vez mais ignorantes,
acríticos e subservientes.
Deixo à vossa consideração a
leitura dos documentos relativos à proposta governamental , apelando para a
discussão dos mesmos.
Lúcia Nunes, uma avó
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Incúria: mais uma estória sobre o Cruzeiro

Ficam avisad@s: se vos cair um pedregulho em cima da cabeça, vão à farmácia que fica por baixo. E se ao saírem cair outro, repitam!
O infinito ciclo da imbecilidade e da destruição do que deveria ser Património Público: o mais antigo Centro Comercial, o Edifício Cruzeiro, num Monte Estoril / Estoril já perdido. A destruir.
Para bem do negócio da alta finança, para prejuízo público!
Paulina Esteves
domingo, 12 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Nuno Crato tem que ser demitido
Não sou professor e não sei se Nuno Crato é o pior Ministro
da Educação que o Portugal democrático já teve.
Mas não
tenho dúvidas que é um dos piores.
Para além do ataque à escola pública, da afronta aos
professores, do desrespeito pelos alunos e respetivas famílias, da
incompetência na gestão do Ministério, temos agora, qual cereja no topo do
bolo, uma profunda cobardia política.
O início do ano escolar tem sido caótico, devido a, entre
outras razões, uma total incompetência
na colocação dos professores.
Os erros têm sido tantos e tão grosseiros, que Nuno Crato
teve de declarar no Parlamento, em 15 de setembro, que a responsabilidade era
do Ministério e teve de pedir desculpa ao país, aos deputados, aos professores,
aos alunos e suas famílias.
Nessa intervenção assegurou que os erros seriam corrigidos,
mas que ninguém seria prejudicado.
Passaram 15 dias e o Ministério dá instruções para que os
diretores dos agrupamentos de escolas revoguem os contratos assinados com os professores,
quando não são estes diretores os responsáveis pela errada lista de colocação.
Em duas semanas, as garantias dadas pelo Nuno Crato no
parlamento, esfumaram-se.
Professores que estavam colocados deixaram de o estar.
Alunos que tinham professores deixaram de os ter.
A palavra do Ministro vale zero.
À incompetência soma-se a descredibilização total.
Um ministro assim tem de ser demitido.
José Batalha
sábado, 20 de setembro de 2014
O Presidente Acidental
Em 1992 Dustin Hoffman interpretou no filme "Heroi acidental" o papel de Bernie Laplante que presencia a queda de um avião com 54 passageiros. Meio a contragosto, acaba por salvar os ocupantes de uma morte quase certa, desencravando a porta do aparelho e abrindo o caminho de saída do braseiro em que o avião se transformara.
Assim se tornou meio contrariado no "heroi acidental " que dá o título ao filme.
Ha quem pense, com alguma razão, que em Alcabideche há uma espécie de Presidente de Junta acidental.
Alguém que nunca planeou desempenhar tais funções e que a força das circunstâncias atirou para a cadeira da presidência, o que pode muito bem ser verdade.
Lembremos que depois da trágica e inesperada perda do presidente eleito da Junta de Freguesia - o jovem e promissor Bruno Nascimento - a coligação "Viva Cascais" viveu dias de luto e compreensível indefinição, até se decidir por atribuir a liderança da Junta ao atual presidente, Rui Costa, o quarto nome da lista vencedora.
É de imaginar que este sóbrio militante de base do PSD, nunca tivesse imaginado ter que vir a assumir tais responsabilidades, quando nas últimas autárquicas decidiu integrar num tranquilo quarto lugar a lista da coligação "Viva Cascais" para a Assembleia de Freguesia.
Agora, desdobra-se entre reuniões e contactos a nível local, na tentativa de estabilizar um mandato que iniciou com grandes dificuldades, alguma contestação e insuficiente apoio, inclusivé no interior da própria coligação que era suposto apoiá-lo.
Há que reconhecer que o atual presidente teve que lidar com obras do centro da sede de freguesia que - não sendo da sua responsabilidade, mas sim da Câmara- correram francamente mal e conduziram ao descontentamento de importantes setores de residentes e do comércio local.
Correram de tal forma mal as obras, que o pavimento de uma das principais artérias de Alcabideche - a rua de Cascais - abateu poucos dias depois de ter sido inaugurado, isto após longos meses de intermináveis obras.
O calvário de obras que no total se prolongaram por mais de um ano - entre reposições de condutas de abastecimento de àgua e requalificações em algumas artérias - é aliás apenas mais um fator de mal estar na freguesia.
A passagem a sentido único de trânsito da rua de Cascais - favorecendo a saída e dificultando a entrada em Alcabideche - prejudicou gravemente um comércio local já fortemente debilitado pelas políticas austeritárias implementadas pelo governo central.
Com escassos apoios na sua própria coligação, o presidente da Junta luta com sérias dificuldades para imprimir um rumo determinado e uma estratégia clara à Junta que dirige. Aliás, o problema mais frequentemente referido é justamente esse: Não existirem ideias para a freguesia, muito menos uma estratégia clara e coerente, o que poderá explicar-se pelas circunstâncias em que se viu investido nas suas atuais funções.
Há muito que o período de tolerância política dado pelas oposições se esgotou e aguarda-se que a retoma das atividades da Assembleia de Freguesia traga um acentuar de divergências ao hemiciclo.
Com o verão a acabar, na Freguesia de Alcabideche vive-se a calmaria que costuma anteceder as tempestades.
Carlos Silva
domingo, 14 de setembro de 2014
Já não vale a pena estudar?
Ouço muitas vezes os jovens dizerem que já não vale a pena
estudar porque, com a crise, ou acabam no desemprego ou como caixa de
supermercado.
Considero esta ideia falsa e perigosíssima, que tem de ser
combatida sem tréguas, porque terá consequências dramáticas para a vida dos
jovens e do país.
O Padre António Vieira, que nasceu há mais de 400 anos,
(1608) dizia que: “A boa educação é moeda de ouro. Tem valor em qualquer lado”.
Esta frase é verdadeira e está cada vez mais atual, num mundo
cada vez mais globalizado.
O relatório da OCDE “EDUCATION AT A GLANCE 2013”, publicado
esta semana dá-nos alguns dados.
É verdade que o desemprego em Portugal, entre os licenciados,
aumentou no período 2008 a 2011 cerca de 2,2% para 8%, bem acima da subida da média
da OCDE, que subiu 1,5% para os 4,8%.
Mas o desemprego entre os não licenciados, no mesmo período,
subiu mais do dobro, 5,7% atingindo 13,3%, também acima da média da OCDE onde
subiu 3,8% para os 12,6%.
Estes dados demonstram que quer em Portugal, quer na OCDE, os
licenciados têm sempre mais empregos que os não licenciados.
O mesmo relatório diz-nos que os rendimentos dos licenciados
em Portugal baixaram 8% entre 2004 e
2010, mas mesmo assim os rendimentos médios dos licenciados estão 70% (sim,
setenta por cento) acima dos rendimentos de quem tem apenas o ensino
secundário.
Não tenho dúvidas que nos últimos anos a situação piorou para
todos. Mas piorou mais para os não licenciados.
José Batalha
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