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terça-feira, 21 de julho de 2015

Incêndio na zona de Murches e Quinta do Pizão

Foto SIC Notícias
Está a ser combatido o incêndio que deflagrou ao início da tarde de hoje, terça-feira na zona de Murches, Alcabideche, concelho de Cascais.
O sinistro que neste momento ameaça algumas habitações, começou em terrenos com vegetação de mato localizados entre o canil municipal de Cascais/ Fundação S.Francisco de Assis e a localidade de Murches, cerca das 14h45. 

O vento faz-se sentir com alguma intensidade e a situação não está fácil de controlar para os bombeiros de Alcabideche que logo acorreram ao local com 32 viaturas e cerca de uma centena de efectivos. O fogo está a colocar em perigo várias habitações e residentes. Aguarda-se a intervenção de meios aérios.

Carlos Silva

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

''Carcavelos, as praias também se abatem"


A SOS Salvem o Surf apresentou no passado domingo 14 Dezembro 2014, uma revisão científica ao estudo de impacte ambiental sobre as 3 grandes construções previstas pela Câmara de Cascais em Carcavelos -  Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos Sul (Quinta dos Ingleses); um grande hotel a leste dessa urbanização; seguido de um empreendimento universitário já próximo da Nato Oeiras –, tudo junto à praia, a única enorme praia da costa do Estoril na linha de Lisboa-Cascais com areal extenso e propício ao lazer a à prática do Surf.

Um painel de cientistas destaca agora incorrecções nos pressupostos e na análise do estudo que foi apresentado como base para a aprovação municipal do PPERUCS (diga-se que contra vários movimentos de cidadãos através de manifestações públicas). Apresenta provas científicas de que não foram contemplados vários factores ambientais, e que o ecossistema será perturbado por estas construções que vão destruir a Praia de Carcavelos dentro das próximas dezenas de anos. À subida do nível do mar e às alterações climáticas esperadas devido ao aquecimento global, já amplamente estudadas pela comunidade científica, acrescenta-se aqui a alteração dos ventos que, a prazo, irão transformar completamente também esta zona do litoral, se não forem tomadas já medidas preventivas sustentáveis.


Assim, propõem que se repense esse atentado ambiental em curso e que se tomem medidas concretas para evitar o desaparecimento deste bem natural que são as ondas, a praia, as dunas, tais como alterar o percurso da marginal e preservar uma zona verde adjunta à praia.

Sobre estes assuntos a ONGA SOS Salvem o Surf deixa vários documentos que podem ser consultados nestas ligações:


“Anexamos aqui a revisão científica da Avaliação Ambiental por um painel de cientistas convidado pela SOS - Salvem o surf, incluindo a lista de 30 falhas científicas na resposta da Câmara Municipal de Cascais.”

Convite da SOS - Salvem o surf para a conferência de imprensa.




Produziram também um excelente filme que merece ser divulgado, ''Carcavelos, as praias também se abatem'': https://vimeo.com/109639085 , vídeo produzido por Hélio Valentim para a SOS – Salvem o Surf.



O único aspecto deste filme com que não me identifico é a sugestão de colocação de “relva” na criação de um espaço verde adjunto à praia: prefiro o espaço natural, cuidado e limpo, com árvores autóctones e plantas silvestres, mas sem a invasão de uma espécie vegetal não ecológica, como considero a relva. Algo a melhorar nesta proposta.


Paulina Esteves



terça-feira, 29 de julho de 2014

Quo Vadis Cascais?

Como é meu hábito, e porque os preços dos transportes são excessivos (pelo menos para a minha carteira), no outro dia fui até Cascais, a pé. 
Faço o meu trajeto pelo Monte Estoril, passo pelo Hotel Atlântico, perdão, já não é Hotel Atlântico, é a luxuosa obra no sitio do Hotel Atlântico, que irá passar a designar-se "Empreendimento Atlântico Estoril Residence".
Bem, perante aquele... (nem sei como classificar), paro, cismo e digo para com os meus botões: 
Tanta algazarra, tanta confusão, tanta perturbação no trânsito, tanta árvore arrancada, para quê? 
É só mais uma obra de e para os nossos amigos, aqueles que detêm o grande capital. Mais uma "obra" que terá como efeito contribuir para o acentuar da descaracterização da paisagem (até aqui) única, da Costa do Estoril.
O transito está congestionado? 
Não se chateiem, não há problema, a obra é para aqueles que se acham donos disto tudo, é tudo perfeitamente normal, mesmo que a linha de Cascais caminhe a passos largos para se tornar numa espécie de Reboleira de Luxo, com betão e asfalto por todo o lado. 
Lembremos os tristes exemplos do empreendimento "Oniris", devastando as dunas que era suposto serem protegidas, junto ao Forte de S. Jorge dos Oitavos. 
Lembremos o mega-empreendimento da Quinta dos Ingleses em Carcavelos -Sul que se prepara para avançar contra tudo e contra todos. 
Lembremos a megalomania do empreendimento à volta da Academia Aga Khan, junto ao Guincho e acordemos de uma vez por todas para esta dura e triste realidade: 
Estão a descaracterizar a linha de Cascais. 
Estão a destruir a sua beleza natural e as zonas mais típicas da sua paisagem. 
Estão a entregar a interesses gananciosos de obscuros grupos económicos, extensas áreas do nosso Património Natural para ser betonizado, asfaltado e vendido a quem der mais. 
Perante o que se está a passar, só me ocorre um sentimento: Nojo!
Se fosse para ajudar quem mais precisa não se dariam ao trabalho de fazer isto tudo, talvez nem no assunto pensassem.

Proporções desmesuradas, luxos para elites, lucros chorudos para grupinhos empresariais, tudo em prejuízo da paisagem e do património natural 
O que realmente importa a quem hoje decide em Cascais, é fazer alojamentos para os "grandes":
Promover o turismo de alto (ou altíssimo) luxo no concelho, em detrimento da oferta para as classes médias e médias altas.
Não é que eu desgoste da obra, (não vamos discutir gostos) até acho que vai ficar uma "coisa" gira, só que eu penso de outra forma: 
Não era preferível fazer um hotel que atraísse o turismo para diversos estratos sociais, já que Cascais é conhecida por ser uma vila de Turismo?
Não era preferível criar mais postos de trabalho (que nos dias que correm são mais do que necessários, já que que qualquer posto que se crie será sempre insuficiente), alargando a oferta do número de quartos do hotel em causa ?
Ora, eu - como cidadão preocupado com os níveis de desemprego e a horrível social do país - penso assim, mas claro, a minha opinião vale o que vale. 
Uma coisa não pára constantemente de se confirmar, que é o que dizia o poeta Zeca Afonso: "Eles comem tudo e não deixam nada!"... 
Pergunto: Que concelho de Cascais pretendemos deixar às gerações vindouras?

Volumetrias cada vez mais descomunais a impor-se na paisagem costeira onde já vão escasseando os característicos elementos naturais

Excerto do site promocional do empreendimento:
"O Empreendimento Atlântico Estoril Residence é composto por 25 apartamentos com qualidade premium e de grandes dimensões. As tipologias vão do T2 ao T5 e as áreas oscilam entre os 185 e os 405 metros quadrados.
Nos três primeiros pisos residenciais situam-se os apartamentos de menores dimensões (T2, T3 e T4), garantindo o compromisso de privilegiar a relação dos principais espaços com os amplos terraços do lado do mar. No piso 6 as tipologias são um T2, um T3, dois T4 e um T4+1. Nos pisos 7 e 8 as tipologias são dois T4 e dois T4+1.
Todas as residências desfrutam de amplas vistas para toda a orla marítima, também possíveis das cozinhas e casas-de-banho dos apartamentos. O estacionamento atribuído a cada módulo residencial varia entre os 2 e os 6 lugares. Os residentes beneficiam da prestação integrada dos serviços do hotel e de todas as suas infra-estruturas
(SPA, restaurante, bar, piscinas, etc).
O projecto integra um conceito inovador para o reposicionamento estratégico da unidade, assente na materialização de um sofisticado espaço hoteleiro integrado num contexto residencial de alto luxo. Do lado do oceano, rasgaram-se as vistas sobre o mar, com grandes varandas e terraços, usando-as como antecâmaras das generosas áreas interiores." 

Fontes:
www.atlanticoestorilresidence.com

www.portadafrente.pt/empreendimento/43771/atlantico-estoril-residence/cascais/?dty=feats#sthash.O9qfylen.dpuf


Frederico Martins

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Junho. Areia. Sol. E vida.

Passeio nas dunas. Cruzo-me com insectos e pássaros diversos que posso escutar se calar a minha mente. Olho. Há tanta vida para além da minha. Há jardins originais habitados por criaturas que respiram e gostam de sol. Como eu.















São Morais

terça-feira, 15 de julho de 2014

Notícias de Aga Khan, o líder dos Ismaelitas


O tal das obras sociais, tão acarinhado em Cascais que o município lhe quer “dar” um dos bonitos e bem localizados terrenos municipais entre a Areia e Birre (perto do Guincho);
Ou talvez (só) usar o seu nome de benemérito social “amigo dos pobres”, para construir um grande empreendimento no local, que o retire do usufruto dos cidadãos e o “facilite” a quem tiver dinheiro para tal.
Este é um dos tipos de “democracia” praticado por vários órgãos de poder autárquico...

Notícia encontrada no El País de 15-07-2014:
“... neste verão há um barco em que todos os olhos se põem, o Alamshar, de propriedade do líder Aga Khan...”
“O navio custou cerca de 150 milhões de euros...”
“O Agha Khan queria ter o barco mais rápido do mundo, mas o seu Alamshar - nome de um dos seus melhores cavalos de corrida –“... parece não ter correspondido ao sonho deste rico “misericordioso”.
“O bilionário não fez segredo de que está muito chateado com o mau resultado.”
Já antes “conseguiu atravessar o Atlântico em tempo recorde de 2 dias e 10 horas” com outro dos seus “barquinhos”, Destriero.

O príncipe ismaelita Karim al-Hussaini Agha Khan tem uma fortuna estimada pela revista Forbes em quase 600 milhões.



El club de los ricos con yate
El agá Jan estrena este año un gran barco tras seis años de construcción


E ainda sobre Aga Khan, pois nada é só “preto-e-branco”, encontrei estas notícias:


Paulina Esteves


domingo, 8 de junho de 2014

Mar ( vi-te pela primeira vez em Cascais )

Lembro-me da primeira vez que o vi, foi tão poderosa a experiência que ainda hoje quando o vejo me lembro disso.
Por isso, de certa forma, de cada vez que o vejo é como se fosse a primeira.
Foi das experiências mais marcantes da minha vida.



A visão, amplitude vastidão imensidão, brilhos reflexos, côr... ... e aquele movimento perpétuo em toda a extensão e o crescer e diminuir, subir e descer, como um respirar gigante... e o som!  sussurrar,  arrulhar,  rugir...
Ah como lembro o instante em que avançou mansamente até mim e me acarinhou os tornozelos, numa carícia fresca e macia, envolvendo-me e depois indo indo, e eu com ele, parecia...  vertigem! (a minha atenção nele como se dele eu fosse parte).
O gosto do sal, o cheiro penetrante... 
nada é como ele e nenhuma experiência se compara a vê-lo ouvi-lo cheirá-lo e ai 
não há maior prazer que experimentá-lo, com cada  pedacinho, com cada célula do nosso corpo!  
Entrar nele é como regressar . Ir ao início do que algum dia seremos.

maria morais

quarta-feira, 28 de maio de 2014

pperucs - Assembleia Municipal de 27 de Maio de 2014 - Comentário sobre a crónica do "público" de 28/5/14 acerca da AM

O Protagonista desta história chama-se Carlos Coelho, Capitão da GNR, Comandante da Polícia Municipal de Cascais, que denunciou, um dos presentes nesta Assembleia Municipal por este o estar a fotografar sem a sua devida autorização, à PSP.
O Sr. Comandante que não queria ser fotografado, passou o tempo a colocar-se atrás do púlpito, local objeto do interesse dos fotógrafos e máquinas de filmar ou seja, local impróprio para estar quem não quer ser fotografado.
Foi tudo armado. Aliás o que se percebia desde o início com 4 carros da Polícia Municipal e PSP a ocuparem a rotunda em frente à Assembleia Municipal e sucessivas chamadas de atenção do Sr. Pres. da Ass. Municipal, Dr. Pires de Lima que não se cansou de ameaçar a Assembleia do princípio ao fim, “que evacuaria a sala se não se portassem, o público, de acordo com o regimento….”

Munícipes alertam para os efeitos irreversíveis do plano de pormenor na praia, muito conhecida pela prática do surf Rui Gaudêncio/Arquivo (Foto de PÚBLICO)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um agradecimento a Miguel S. Tavares e ao Expresso

Pela importância que o tema abordado tem para o Concelho de Cascais, reproduzimos com os agradecimentos de CASCAIS & mais ao EXPRESSO e ao autor, o texto de Miguel Sousa Tavares publicado a 10 de Maio. 

Carlos Silva


domingo, 11 de maio de 2014

Aga Khan e a Quinta dos Ingleses

São bastante notórios os traços comuns entre os dois mais polémicos projectos imobiliários que o Município de Cascais está a promover no concelho: Os empreendimentos de Carcavelos-Sul e de Areia-Guincho.

Em ambos os casos pretende-se construir em consideráveis extensões e volumetrias, ocupando com cimento e betão terrenos onde a paisagem não se encontra humanizada.

Ambos os empreendimentos revelam por parte do município uma veneração dos interesses privados em prejuízo de interesses públicos e das comunidades, cuja opinião é ignorada ou mesmo desprezada e hostilizada.

Ambos os projectos se revelam de muito pouca utilidade para as comunidades onde está previsto serem implantados, descaracterizando e banalizando a paisagem das zonas onde se pretendem edificar.

Ambas propõem-se retirar aos moradores o usufruto de áreas de passeio e circulação pedonal livres e concorrer para a degradação da paisagem e dos solos introduzindo-lhe betão, cimento, vidro e asfalto, banindo elementos naturais como terra, flora e fauna.

Ambos pretendem ignorar que é verdadeira qualidade de vida - e igualmente um prazer muito grande para quem ali mora - olhar a paisagem ampla sem se deparar com edifícios, percepcionar os campos e os elementos naturais, acolher nos sentidos o som do vento nas árvores, o canto das cigarras, dos grilos e de centenas de aves que ali nidificam.



sábado, 10 de maio de 2014

Carlos, o turista

Esta é a história do turista Cascalense Amigo do Ambiente que não descansou enquanto não relvou tudo o que havia para relvar, faltam apenas algumas praias embora já tivesse ensaiado uma tentativa falhada ali para os lados de S. Pedro mas o sal não consentiu e ainda bem porque senão teríamos que nos deitar sobre a relva que essa não entra como a areia para aquelas partes mais recônditas de algumas mentes migrantes ou de duvidosa luz e amigas da relva.
Ter rotundas verdes é muito bom para o trânsito mas tê-las com esculturas é muito melhor e ter esculturas verdes de bronze oxidado é mesmo muito empreendedor.
Talvez não fosse má ideia manter o D. Pedro bem regado para preservar melhor o verdete do real manto escorreito.
São assim a fina flor dos nossos políticos empreendedores, tão estreitos de vistas como mãos largas a gastar na Publicidade, tal frenesim impede-os com certeza de fazer vénia a tal régia presença verde.




Arco-íris
Maio de 2014


terça-feira, 22 de abril de 2014

Câmara abate árvore centenária

O abate de uma Araucaria dia 17 de Abril de 2014 em frente ao hotel Atlântico no Monte Estoril é o último exemplo da ideia de Democracia do executivo da Câmara de Cascais.

Por um lado a ideia do turismo como vector estratégico do desenvolvimento do concelho, por outro lado a destruição do que ainda resta como atractivo turístico que possa de facto sustentar este desenvolvimento.

Os exemplos sucedem-se, é o Plano de Pormenor de Carcavelos Sul , é a Fundação Aga Khan na Areia e agora isto.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

É só mato - dizem.

Preparam grandes mudanças para o concelho, sendo que as linhas gerais se mantêm: destruir a natureza em prol da especulação imobiliária.
Os líderes partidários no poder não lideram coisa nenhuma, mas obedecem sim aos interesses económicos que os trazem pela arreata; aqui como no governo central, muitos dos que vão a eleições inventam imagens para enganar o povo, para de seguida se dedicarem a fazer o contrário, isto é,  favorecerem aqueles que deglutem a nossa riqueza, a nossa paisagem e tudo o que nos pertence.


A mãe natureza alimenta-nos…

Foi um passeio/descoberta com sentidos alerta aquele que fizemos no sábado pelos campos entre Birre e Areia, com a botânica Fernanda Botelho e organizado por Maria Morais.

Ainda a mega urbanização prevista para a zona Areia / Guincho

O que se vai sabendo acerca do “memorando” que estabelece os termos do projecto imobiliário previsto para a zona do Areia/Guincho?

Pretende-se edificar o empreendimento no local que as fotos documentam:

domingo, 20 de abril de 2014

Sem árvores na planta

Prossegue o abate de árvores ( algumas centenárias ) no concelho Cascais. Ontem foi no Monte Estoril...
A Câmara Municipal parece querer reduzir a paisagem urbana a BETÃO E ASFALTO, enfim, o extremo bom gosto e requinte.



sábado, 19 de abril de 2014

Tudo em prol dos cidadãos

Sempre que nasce mais um condomínio de luxo, diz-me o sentido de observação, alguma coisa se altera nas imediações. Sempre. É factual. As acções do poder político, essas, são cada vez mais previsíveis. 
Um condomínio de luxo não pode estar rodeado de passeios esburacados; de ruas sujas; de trânsito a passar por debaixo das varandas; de barulho e fumarada a incomodar os seus ilustres moradores. Assim, quase que por magia, tudo se faz para isolar a área de todos estes incómodos. Sacrificam se árvores, mesmo que sejam de espécies protegidas; afasta-se o trânsito para longe das janelas; ajardinam-se os canteirinhos…enfim, embeleza-se o espaço. Mas sempre, sempre em nome dos cidadãos!