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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Vidas com lugar ao sol: “Não há fome! Não acredito que há fome!”

Vidas com lugar ao sol: “Não há fome! Não acredito que há fome!”

“Não há fome! Não acredito que há fome!” Repetida veementemente, esta frase ecoava hoje

no paredão de Cascais numa manhã solarenga, entre um grupo de pessoas que conversava ao

sol. Era uma voz feminina, de cerca de 70 anos, faixa etária das restantes mais de dez pessoas

que ali confraternizavam.

Gentes satisfeitas com a sua vida tranquila, habitantes de um condomínio feliz de uma classe

média (alta? hum...não) que se impôs em Cascais-Estoril.  Gentes conservadoras que querem

manter o que têm. Sem ondas, aproveitar os seu últimos anos de vida ao sol. Gentes

reformadas com reformas que lhes chegam.

Que não vêem o que não vislumbram. Que não querem saber do que não lhes surge no seu

horizonte. Limitado? Para eles e elas não. Chega-lhes bem o que querem ver. Assim podem

deturpar o todo, sem sentires de culpas.

Desculpas? Para a ignorância ou a indiferença?...

Ainda recordo com nostalgia, apesar das dificuldades económicas de então, os tempos em

que, então jovem, caminhava pelo paredão vazio nos sóis de outono ou chuvas de inverno,

podendo respirar e pensar sem tropeçar em ninguém.

Provavelmente nessa altura estas pessoas que hoje ali (re)encontro estariam a trabalhar em

empregos estatais “das 9 às 5”, retornando logo às suas pacatas e simpáticas vidas do sonho

português (ou americano) de então, em serões tranquilos. Agora, não passam fome e

apanham sol no paredão, e provavelmente apelidam de preguiçosos quem não vive como elas.

Dizem que não há fome, não. Pois não, há excessos: de mediocridade, de egoísmo, de falta de

empatia. Com aqueles e aquelas que não têm como usufruir o bom do sol do paredão. Nem da

chuva.



Cascais, 2015

Paulina Esteves

domingo, 7 de dezembro de 2014

MUNICIPALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

MUNICIPALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO


Muitos alunos e professores sofrem, este ano, as consequências de um concurso que, ao retirar a transparência de uma lista única, procedimento habitual num concurso público, introduziu, de uma forma absurda, injustiça e caos nas escolas. Aparentemente, este caos, provocado pela introdução de múltiplos critérios duvidosos e inúteis, fez com que o próprio ministro Crato assumisse os seus erros, apelando aos directores das escolas para assumirem a colocação dos professores em falta.


Aparentemente, ou no mínimo, oportunamente, porque, no mesmo dia em que o faz (14 de Outubro), apela a um debate com os partidos sobre a autonomia das escolas,   admitindo que ao longo dos anos tem havido alguns problemas na colocação de docentes, defendendo que deve haver uma reflexão e que seria “interessante” um debate com os vários partidos sobre o tema da autonomia das escolas, de forma a “evitar problemas indesejáveis".


Logo a seguir, no dia 6 de Novembro, anuncia o impulso ao programa Aproximar Educação, no âmbito do programa Aproximar e do Acordo entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios.


 O referido programa pretende concretizar a transferência de competências para as autarquias no campo da Educação, em cerca de duas dezenas de municípios.  


Muito haverá a dizer sobre este programa, para o discutir será necessária uma leitura muito atenta, em especial às fórmulas apresentadas.  A autonomia que se pretende negociar aqui aparece como um remédio milagroso para os males da educação e, quando questionados os responsáveis, a resposta é invariavelmente, a mesma: nada de precipitações, tudo está ainda em aberto,  tudo é negociável! Até preferem o termo da descentralização da Educação!


Será??!!


A verdade é que se pretende uma gestão mais eficaz dos recursos educativos e financeiros mas, de acordo com o que se propõe, o que resultará é uma diminuição da qualidade da educação, ao medir-se, por exemplo, a eficiência de uma escola pelo ratio professor/aluno.


Pior do que isso: este documento pretende conferir às autarquias, entre outras competências (já de si escandalosas em termos educativos), autoridade para o exercício da acção disciplinar e a possibilidade de inclusão de componentes curriculares de responsabilidade local, até à percentagem de 25% do currículo nacional.


A laicidade não se aplica apenas ao domínio religioso, como sabemos, e este é, também, um ataque inadmissível à escola laica e republicana, garantia de liberdade e igualdade.


Representa, a meu ver, um retrocesso histórico no que diz respeito ao papel da Escola Pública no desenvolvimento dos cidadãos. A formação integral do indivíduo não é tida em linha de conta em propostas deste tipo. Importa, sim, que os cidadãos sejam cada vez mais  ignorantes, acríticos e subservientes.


Deixo à vossa consideração a leitura dos documentos relativos à proposta governamental , apelando para a discussão dos mesmos.


 Lúcia Nunes, uma avó



sábado, 6 de setembro de 2014

Mais um banho

 Um banho por uma boa causa


Expectativas

O que se espera de uma autarquia?

Que a nível local tome medidas para apoiar a população residente, de acordo com o interesse popular e visando o bem comum. Que através da sua atividade torne a vida menos pesada e menos difícil a quem habita na sua área geográfica. Que cumpra um programa eleitoral apresentado a sufrágio e aprovado pelo voto.  Estas são respostas plausíveis à pergunta inicial, que, como é natural, estão na mente de muitos munícipes do nosso concelho.
Só que em Cascais, a coligação atualmente no governo autárquico não apresentou programa eleitoral. Sim, é verdade: A coligação vencedora não se deu ao trabalho de elaborar e apresentar um simples programa eleitoral.
Nas palavras do presidente da edilidade “não precisamos de programa; Temos uma estratégia”.
É de acreditar que este tipo de atitudes e afirmações tenha contribuído significativamente para a abstenção verificada no acto eleitoral: 62% dos eleitores não foi votar. Nestas circunstâncias um voto equivale praticamente a um cheque em branco, visto não ser apoiado em qualquer compromisso traduzido num programa eleitoral.
Este tipo de afirmações e atitudes por parte da autarquia constituem apenas mais um sinal de uma actuação pouco normal:
Não é normal que num concelho com tantas carências, disfunções e assimetrias, a autarquia caracterize a sua atividade pela promoção de grandiosos projetos imobiliários com impactos ambientais altamente negativos e tendo em vista o benefício dos mesmos interesses particulares de sempre: Os de grupos e fundos financeiros privados. São claramente os casos das mega urbanizações previstas para a Quinta dos Ingleses e para a denominada “Academia Aga Khan”.
Não se pode considerar normal que uma autarquia se afirme pelo seu permanente investimento em propaganda, pela sua omnipresente máquina de autopromoção, com a emissão constante de boletins, agendas e jornais de distribuição gratuita, outdoors e placards publicitários por todo o lado, em campanhas publicitárias permanentes.
Qual o dispêndio municipal anual em propaganda?
Nunca será com clareza revelado. Os valores das verbas despendidas em publicidade são dispersos por uma infinidade de itens orçamentais, perdendo-se na complexidade de intermináveis relatórios de contas, indecifráveis para o comum dos cidadãos. Este assunto merecia uma peritagem que trouxesse luz às contas de uma contabilidade cronicamente deficitária, com prioridades de mais do que duvidoso critério.
Perante estas políticas autárquicas, o que fazem as oposições?
Falando genericamente das forças da oposição, é justo relevar o empenhado trabalho parlamentar de denúncia, crítica construtiva e resistência às iniciativas que se mostram lesivas do ambiente e da qualidade de vida dos residentes. Sendo essa atividade importante e útil, é no entanto invisível aos olhos de uma população concelhia tantas vezes alheada da realidade política local. Sente-se que é necessário algo mais.
Esse “algo mais” é um projeto de governo autárquico construído a pensar nos seus munícipes e em medidas concretas que melhorem a sua qualidade de vida. Um projeto que reúna um consenso alargado e uma amplo apoio político que o torne ganhador.
A verdade é que até agora os habitantes do concelho não parecem vislumbrar alternativas consistentes ao poder que se instalou há décadas no município e assim vão ficando em casa na hora de votar.
Faltam propostas claras e fiáveis para uma gestão municipal que resolva problemas e melhore a vida de quem reside no concelho. Falta um programa consistente e credível para as concretizar. Um programa que faça a diferença, elaborado a pensar antes de mais nas pessoas e na melhoria das suas condições de vida.  


Carlos Silva

domingo, 10 de agosto de 2014

Um povo (...)

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. […]Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter,havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida públicaem pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia,da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime doPaís. […]

Guerra Junqueiro, in Pátria (1896)



Publicação de Arco-Iris

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Avaliação ? … Que Avaliação ?

O governo decidiu mandar avaliar o desempenho dos 322 centros de investigação e desenvolvimento (I&D) que constituem o sistema científico nacional.
Considero que tudo o que consome recursos do erário público, deve ser avaliado e monitorizado com rigor e independência, pelo que concordo com a avaliação, que deveria servir para detetar eventuais insuficiências, com vista à sua correção.
A avaliação deveria  servir para elevar o nível de desempenho do nosso sistema científico.
Acontece que o governo, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) contratou  a European Science Foundation (ESF) para fazer essa avaliação e logo no contrato de prestação de serviços estabeleceu que apenas 162 dos centros avaliados, passariam à 2ª fase.



Ou seja, ainda antes da avaliação feita, o governo decidiu que metade dos centros avaliados não passariam e veriam os seus financiamentos anulados, condenando à morte centros com trabalho reconhecido internacionalmente.
Isto não é sério e não pode ser tolerado com um encolher de ombros.
O que deveria ser um processo de melhoria, vai ser um processo de destruição de uma atividade fundamental para o futuro do país.
Não tenho qualquer dúvida, que Portugal só será um país competitivo e capaz de proporcionar um futuro decente aos portugueses, se apostar na melhoria da qualificação dos nossos jovens e na I&D que nos permita produzir produtos de maior valor acrescentado.
O que o governo tem estado a fazer é destruir a escola pública e agora a I&D, o que configura um autêntico crime de lesa-pátria, que os portugueses não poderão deixar de sancionar.

José Batalha

terça-feira, 22 de julho de 2014

E ninguém vai preso ?

Ricardo Espírito Santo Salgado era conhecido como o DDT (Dono Disto Tudo).
Efectivamente, a sua actividade revelou-se muito tóxica para o GES (Grupo Espírito Santo).
Se os prejudicados fossem só os membros da família, eu não gastaria 5 segundos do meu tempo.



Acontece que o GES abrange cerca de 400 empresas e mais de 25.000 trabalhadores.
Muitas dessas empresas vão falir e muitos trabalhadores vão perder os seus postos de trabalho.
Acresce que muitas outras empresas (pequenas e médias) e muitos clientes individuais do BES foram “aconselhados” (ou coagidos) a fazer aplicações financeiras no GES, por serem aplicações “seguras” e “rentáveis” e irão agora ter prejuizos severos.
Por outro lado a desconfiança no sistema bancário nacional que este caso gerou a nível internacional, poderá reduzir e encarecer o crédito externo à economia, agravando as condições financeiras das nossas empresas.
Este caso só foi possível porque o GES adulterou as contas das holdings (o que é crime) escondendo passivos (só na Espírito Santo International apareceram 1,3 mil milhões de euros de dívidas que não estavam contabilizadas) e empolando activos (que foram sobrevalorizados) para mascarar a situação de falência do Grupo, continuando a enganar os incautos.
Nos EUA, Bernard Madoff (que fez o mesmo) está preso e foi condenado a 150 anos de cadeia.



Aqui ninguém vai preso.
Já o meu pai me dizia:
- Roubas um tostão, és um ladrão (e vais preso)
- Roubas um milhão, és um barão (e dão-te uma comenda).
Até quando continuaremos a suportar esta gente ?


José Batalha

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ainda vamos andando por cá…

Segundo dados do INE, em 2013 saíram do país cento e vinte e oito mil cidadãos. Por diferentes razões, mas saíram…muitos deles seguindo, decerto o bom conselho do governo. O desespero faz milagres.

Tenho amigos com quem gosto de discutir politica, aliás, só discuto politica com os meus amigos pois falamos a mesma linguagem. Não somos unânimes nem da mesma área politica e isso é excelente para uma boa discussão e, uma boa discussão politico – filosófica vale um dia de trabalho.

Uma das últimas discussões (chamaria, antes, debate) foi acerca das nossas atuais condições de vida, ou seja, a resposta à questão “o país está melhor (como o governo clama) ou pior (como reclama a oposição)?

Para os saudosistas relembro os cento e vinte e oito mil cidadãos indicados pelo INE. Ainda, e sempre, seguindo os dados do INE…



a) Temos a taxa de Natalidade sempre a baixar, de 2008 a 2012 passámos de 104594 nascimentos para 89841;

b) O número de nados vivos por cada mil habitantes tem vindo, sempre, a baixar, ou seja, vamos envelhecendo a olhos vistos. Em 2008 a taxa era de 9,5% estando em 2012 em 8,5%...;

c) Os pedidos de auxílio das famílias (ou individuais) estão em crescendo. Em 2010 a Cáritas ajudava 24568 pessoas/famílias e em 2013 ajudava 52967;

d) A taxa de suicídios (por 100 mil habitantes) era em 2008 de 9,8%...foi sempre aumentando…9,6 – 10,4…chegando em 2012 a 10,1%!;

e) O célebre Abono de Família está em queda, não porque não seja necessário mas porque as teorias económicas assim o desejaram.., em 2009 apoiava 1 813 936 crianças e jovens passando, em 2013, a apoiar 1. 294 132…embora existam menos jovens a principal causa é o rastreio ser mais apertado;

f) Com tantos desempregados, embora a taxa de desemprego venha a baixar, também devido a diferenciação de critérios, o subsídio de desemprego era atribuído em 2010 só a 357857 (valor médio de 469,53€), foi baixando, atingiu um pico em 2013 em que apoiou 418256 cidadãos (valor médio de 491,25€) para voltar a baixar em 2014 em que apoia 367012 pessoas (valor médio de 468,93€);

g) A nossa glória, a taxa de Mortalidade Infantil que era das melhores do mundo começou a subir…em 2010 era 2,5%, subiu em 2011 (3,1%) e em 2012 (3,4%)…estando em 2013 em 2,9%;

h) Entretanto as verbas da saúde, em percentagem do PIB, tem vindo a baixar. Em 2010 era 5,6% (8849 M.€)…sempre a descer para 5%...estando em 2014 em 4,8% do PIB (que entretanto contraiu…);



i) Claro que o número de consultas com o médico de família baixou passando de mais de 30 milhões em 2011 para 29 milhões em 2013, uma variação de – 4,8%;

j) O número de urgências atendidas também baixou. Em 2011 eram cerca de seis milhões e meio descendo, em 2013, para cerca de seis milhões. Uma variação de – 5%. Estamos entendidos?;

k) Entretanto o consumo médio de horas de visualização de TV está em contínuo aumento…em 2008 a média era de 4h 21’ e em 2012 chegoui às 4h 40’. E, os programas são educativos…;

l) Na educação, a base de uma nação produtiva e consciente, os números acompanham a negritude geral…em 2011 tínhamos 7317 escolas que passaram, por abate de escolas e de oportunidades no interior, para 7088 em 2012. Este ano o abate continua;

m) O número de alunos também vai baixando…em 2011 eram (ou estavam inscritos) 1 041 384 passando, em 2012, para 1 003 289;

n) O número de professores tem vindo sempre a baixar…é óbvio. Em 2011 eram 156669 e em 2012 baixou para 145 547. Os docentes contratados em 2011 eram 35,9 mil, baixando em 2012 para 24,2 mil. Em 2013 havia 15 200 professores contratados…e vai baixar;

E, poderia continuar nesta senda de números e taxas cedidas, a quem as quiser ler, pelo INE.

Os meus amigos, com quem discuto politica, mesmo de tendência política contrária e/ou diferente, não discutem esta leitura. Não podem…

Agora, que cada um faça a sua leitura com base na sua educação e concepção de cidadania e objectivos de vida. O que é excelente para uns, e alcançável, pode não ser o espirito de vida, de ser e estar, para outros…

Tudo bem.

Mas estamos melhor?



Rui Manuel Torrado Valente
18-06-2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Já !!!

Defendo ELEIÇÕES legislativas, JÁ!
É urgente dar o voto ao cidadão português que sofre na pele as medidas que nunca lhe foram anunciadas em campanha eleitoral....
As últimas eleições foram, portanto, uma fraude.
Como é possível elegermos um governo a partir de um programa (promessas), dar-lhe uma maioria e este não cumprir nada do que prometeu? É essencial promover novas eleições para que um novo governo, seja de que área for, seja legitimado nas medidas dificeis (concerteza!) a promover.
Os eleitores, nós o povo, seremos, então, conscientes nas medidas e no sentido de voto. Poderemos escolher.
Como estamos agora é que não!
Não escolhemos corretamente pois ninguém falou verdade. A verdade.
Mesmo que a escolha seja o caminho atual, será uma escolha cons
As últimas eleições foram, portanto, uma fraude. Como é possível elegermos um governo a partir de um programa (promessas), dar-lhe uma maioria (entre dois partidos) e este não cumprir nada do que prometeu?
Pelo contrário, só fez (faz) o contrário daquilo que prometeu.




É essencial promover novas eleições para que um novo governo, seja de área for, seja legitimado nas medidas difíceis (com certeza!) a promover. Os eleitores, nós, o povo, seremos, então, conscientes nas medidas e no sentido do novo voto.
Poderemos escolher.
Como estamos agora, é que não!
Não escolhemos corretamente pois ninguém falou verdade. A verdade.
Mesmo que a escolha seja o caminho atual, será uma escolha consciente.
Rui Manuel Torrado Valente

São João do Estoril, 4-05-2014.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O desemprego caiu... E o emprego também

O Instituto Nacional de Estatística publicou os dados do desemprego, referentes ao
1º trimestre de 2014, revelando que a taxa de desemprego caiu de 15,3% no último trimestre de 2013 para 15,1% no fim de março.
Os desempregados passaram de 808.000 para 788.100.
São menos 19.900 pessoas no desemprego.
Parecem boas notícias.
Acontece que o emprego também desceu.
O número de pessoas com emprego diminuiu 42.000. Eram 4.468.900 e são agora 4.426.900.
Mas  se  o  número  de  pessoas  a  trabalhar  diminuiu,  como  é  que  há  menos desempregados ?
É simples.
Uma parte, os mais jovens e bem preparados, emigrou.
Outra  parte,  os  mais  idosos  e  com  baixas  qualificações,  desiludidos,  deixaram  de procurar trabalho. Continuam sem emprego. Continuam a querer trabalhar. Mas não são desempregados. São inactivos.
Pobre país em que até as boas notícias, afinal são más.

José Batalha



A Paz

O homem nunca está em paz, não considera a paz como um valor fundamental de qualquer cultura e/ou religião. Evoluímos entre convulsões e guerras e a nossa história foi sendo reescrita pelos vencedores.
Depois de 1945 vivemos cinquenta anos sem dar um tiro na Europa…eu cresci a ouvir falar das guerras nas áfricas (para mim 1974 chegou a tempo de não conhecer a guerra nesse continente) ou nas ásias e, na Europa, nunca me passou pela cabeça que os Balcãs (nos idos de 90) , agora a Ucrânia pudessem trazer à tona de água, e da memória, as mais tristes lembranças acerca de nós europeus…


A Europa formou-se, e sempre se afirmou, com guerras sangrentas entre povos, países religiões e conceitos de vida. Guerras que duraram longos anos e que para além de marcarem fronteiras deixaram profundas feridas entre os povos. A guerra fez o homem moderno, tornou-se uma forma de estar, uma profissão.
Incrível.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um agradecimento a Miguel S. Tavares e ao Expresso

Pela importância que o tema abordado tem para o Concelho de Cascais, reproduzimos com os agradecimentos de CASCAIS & mais ao EXPRESSO e ao autor, o texto de Miguel Sousa Tavares publicado a 10 de Maio. 

Carlos Silva


Escolhas do orçamento participativo confirmam necessidades importantes de residentes no concelho

Ontem - 15 de Maio - em Murches, na sede do Grupo Recreativo e Familiar o serão foi animado por mais uma sessão do orçamento participativo de Cascais 2014.

Nunca será por demais frisar que todas as iniciativas que promovem o envolvimento dos cidadãos na resolução dos seus próprios problemas, possuem o mérito - entre outros - de fomentar uma cultura de participação cívica social e política crucial para a sobrevivência dos ideias democráticos num contexto em as suas insuficiências e falhanços da democracia representativa e formal são amplamente expostos e sentidos diariamente pela generalidade dos/as Cidadão/ãs.

Numa sala abarrotada com mais de uma centena de cidadãos e cidadãs, foram de índole diversa os projectos propostos ao público para votação:

Um centro de cultura e convívio na Atrozela ( Alcabideche); Uma pequena ciclovia para permitir o acesso a escolas na zona de Murches (Alcabideche); A construção de um equipamento desportivo para modalidades como as artes marciais e a dança, em Murches; A reabilitação do auditório do Parque de Palmela, para permitir a realização de programas regulares de teatro, dança e música; Uma sala de terapias para crianças e adultos com necessidades educativas especiais ou portadores de deficiência; A construção de oito salas de aula no Agrupamento de Escolas Ibn Mucana em Alcabideche, foram os projetos apresentados a sufrágio perante um público desejoso de participar.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar.

Para estarmos em condições de apoiar quem mais precisa, vamos constituir uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), denominada “Rede Solidária Ibn Mucana, IPSS” 


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Acordai

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Confissão de um professor


A POBREZA ENVERGONHADA...PODE ESTAR AO NOSSO LADO!...

 
O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas
Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos. Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano,