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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Algumas ideias (sintéticas) sobre educação...



Sendo frontalmente contra a municipalização das escolas, e da educação, por razões politicas, económicas e sociais, apresento, aqui, algumas ideias, de forma muito sintética, sobre o estado actual da educação.

1.    Desburocratização/simplificação de processos
Atingimos ao zénite no que corresponde à burocratização da educação, dos seus processos e da sua avaliação. Tal situação deve-se, no meu entender, a dois factores de razões:



a)    Desconfiança generalizada das chefias acerca das formas e métodos de trabalho dos docentes e não docentes. Tal desconfiança deve-se a processos avaliativos não formativos mas, normalmente, punitivos e sancionatórios (para todos os patamares do sistema educativo). Desconfiamos uns dos outros e atribuímos responsabilidades pelo insucesso (sempre) “aos outros”, ou seja, o cooperativismo na sua forma mais pura e dura.

Assim, à avaliação de docentes e não docentes passando pela avaliação dos processos educativos e da estruturação do ensino não correspondem medidas concretas de alteração dos mesmos (correcção de processos, etc…) simplesmente, como é norma neste nosso país, há uma constatação que serve para fins políticos, entenda-se a mobilidade, o encerramento de escolas e/ou a não atribuição de mais verbas.
Assim, a pedagógica e avaliativa de processos é vital…

b)    As verbas são suficientes?
A metodologia de se derramar dinheiro sobre os problemas, como se uma dor de cabeça passasse por via económica e /ou financeira, foi um maná que acabou. Penso, sinceramente, que deveria ter havido maior cuidado com o controle de gastos e de atribuição (não politizada) de verbas para a educação.
As direções financeiras deveriam ter sido (ou ser) mais responsabilizadas pelos gastos. Teria sido mais lógico dar autonomia às direcções para organizarem os gastos dos seus agrupamentos, mesmo retirando verbas, em vez de parcelarem e espartilharem as verbas atribuídas. Estou certo que cada direcção seria mais capaz de gerir os seus orçamentos autonomamente e de acordo com os interesses do seu projecto educativo e da região onde se inserem sabendo, atempadamente do “bolo financeiro a gerir”, e tendo essas verbas cativas desde logo. Também, acredito que tendo orçamentos bianuais ou que acompanhassem um ano lectivo (logo não correspondendo ao ano civil) seria facilitador de uma boa gestão.





Assim, a autonomia financeira é vital…
c)Haverá, realmente, projectos educativos significativos?
Pelas ideias já expostas não acredito na retórica de que cada encarregado de educação conseguirá, num futuro dourado e próximo, escolher a escola do seu educando baseando-se no projecto educativo proposto por cada unidade de ensino. Sem autonomia não há a real possibilidade de se construir uma escola diferente das outras. Diferente na sua qualidade e nas suas ofertas de qualidade…há uns laivos de inovação (normalmente importada e/ou copiada de modelos já propostos, muitas ensaiados mas nunca avaliados) que esbarra na conjuntura económica do seu espaço - tempo.

Aqui a municipalização da educação terá um papel extremamente negativo pois perpetuará teorias, concepções educativas baseadas no economicismo do momento. O tal espaço- tempo que Einstein relativizava mas que, nós portugueses, conhecedores das nossas características, sabemos virem a ser reduzidas a interesses politico partidários, pessoais e de lóbis…(entre outros).
Assim, a autonomia é vital…não pode ser realizada na municipalização.

d)Agora, sugestões concretas para duas situações reais/atuais…
Como acredito da politica dos pequenos passos que dão uma caminhada, faço as seguintes sugestões…

- Para uma escola democrática
Revogue-se Decreto-lei n.º 75/2008, de 22 de abril no que concerne há eleição dos órgãos de gestão (artigo 23º). A eleição deverá voltar a ser entregue à comunidade educativa de molde a que a cada elemento dessa comunidade possa votar. Um princípio democrático de uma pessoa um voto é fundamental.

-Antes de enviar um docente para a mobilidade (desemprego a médio prazo)
Há cargos, lugares a preencher, nas escolas ou nas estruturas sociais de uma comunidade (entenda-se unidade autárquica). Esses lugares podem (devem) ser preenchidos por docentes sem turma atribuída devido a redução de alunos ou por outros motivos (saúde, por exemplo). Eis alguns exemplos:
a)    Na escola
- redução de número de alunos por turma, para um número que permita um trabalho de qualidade. Logo haverá mais turmas…;
- atribuição de maior número de co - docência para turmas problemáticas;
- aulas de apoio a alunos com dificuldades de aprendizagem (em grupo pequeno ou individuais);
- trabalho (correto e concreto) de tutorias;
- apoio a alunos com NEE;
- apoio aos professores bibliotecários;
- apoio nos serviços administrativos;
- aulas de substituição;
- assessorias da direcção.



b)    Na comunidade
- trabalho em bibliotecas locais;
- apoio no secretariado da autarquia, na policia local, centros de saúde, hospitais, outros…
E, muito mais…pode cada um pensar e sugerir. Todas as ideias são importantes no aproveitar de experiência cumulada e de saberes que podem ser importantes para a comunidade e que a comunidade (em tempos) ajudou a pagar.
Não devemos desperdiçar…

Rui Manuel Torrado Valente
S. João do Estoril, 4-02-2015


domingo, 1 de fevereiro de 2015

O humor mata ou Je suis Charlie ou…sei lá quem sou…

“…não desenho para aborrecer as pessoas, mas sim para as divertir, para chamar a atenção delas para aquilo que vale a pena e que nem sempre se vê”   Vincent Van Gogh


Quando olho em redor vejo cada vez mais pessoas alheadas, de olhar fixo, esgazeado de mau humor. Ou, pior. Sem humor.
O humor é corrosivo, mata no sentido literal do termo, como vimos recentemente.
O homem aceita os insultos, aceita rebaixar-se em determinadas situações mas quase nunca aceita o ridículo, quase nunca aceita ser posto em causa e rir-se de si mesmo ou de uma situação em que participe.
Rir-se de si próprio, de uma situação que protagonizou, é muito difícil numa sociedade baseada na imagem. A imagem que damos, ou pensamos dar, e a imagem que os outros têm de nós baseia-se nisso mesmo, na filtragem que cada cérebro, cada um de nós, constrói do outro.
Dizemos que “o ridículo mata” mas se lhe juntarmos “o que não mata engorda” ficamos a saber a verdadeira causa da obesidade.
Engordamos o nosso ego com quilos de egoísmo e de hipocrisias que, ridiculamente, são politicamente corretas…como o foi ver países onde não há verdadeira liberdade de expressão serem representados na marcha por essa liberdade numa Paris em pose transcendental.
Isto transcende a minha compreensão…
Brincamos, por vezes, com pessoas sem sentido de humor. Isso, para essas pessoas, é terrível.
É terrível ser-se literal uma vida inteira pois embora seja bom termos princípios e valores, que nos regem e dão sentido à vida, haverá sempre momentos em que é necessário perspectivar as pequenas coisas da nossa pequena e curta vidinha.
Por muito que sejamos gordos, o nosso umbigo não é o centro do mundo, quiçá do universo. Já Galileu o provou…e, de que maneira.
O Humor, só o humor, pode dar sentido às nossas vidas. Assim, dou vivas a todos os que me fazem sorrir…vivam os comediantes, vivam os humoristas!
 Como não podemos matar esse modo de pensar ser e estar, só matando o indivíduo que o alberga, e assim conseguimos atingir o ridículo máximo que é o lado negro do humor (meu caro Darth Vader, onde estás quando és preciso?) --  a falta total de capacidade de sorrir perante uma ideia ou um facto.
Neste caso, de humor negro, o ridículo mata.

Rui Manuel Torrado Valente
S. João do Estoril, Janeiro de 2015


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Nuno Crato tem que ser demitido

Não sou professor e não sei se Nuno Crato é o pior Ministro da Educação que o Portugal democrático já teve.
Mas não tenho dúvidas que é um dos piores.
Para além do ataque à escola pública, da afronta aos professores, do desrespeito pelos alunos e respetivas famílias, da incompetência na gestão do Ministério, temos agora, qual cereja no topo do bolo, uma profunda cobardia política.
O início do ano escolar tem sido caótico, devido a, entre outras razões, uma total  incompetência na colocação dos professores.
Os erros têm sido tantos e tão grosseiros, que Nuno Crato teve de declarar no Parlamento, em 15 de setembro, que a responsabilidade era do Ministério e teve de pedir desculpa ao país, aos deputados, aos professores, aos alunos e suas famílias.
Nessa intervenção assegurou que os erros seriam corrigidos, mas que ninguém seria prejudicado.

Passaram 15 dias e o Ministério dá instruções para que os diretores dos agrupamentos de escolas revoguem os contratos assinados com os professores, quando não são estes diretores os responsáveis pela errada lista de colocação.
Em duas semanas, as garantias dadas pelo Nuno Crato no parlamento, esfumaram-se.
Professores que estavam colocados deixaram de o estar.
Alunos que tinham professores deixaram de os ter.
A palavra do Ministro vale zero.
À incompetência soma-se a descredibilização total.
Um ministro assim tem de ser demitido.


José Batalha

sábado, 20 de setembro de 2014

O Presidente Acidental

Em 1992 Dustin Hoffman interpretou no filme "Heroi acidental" o papel de Bernie Laplante que presencia a queda de um avião com 54 passageiros. Meio a contragosto, acaba por salvar os ocupantes de uma morte quase certa, desencravando a porta do aparelho e abrindo o caminho de saída do braseiro em que o avião se transformara.
Assim se tornou meio contrariado no "heroi acidental " que dá o título ao filme.
Ha quem pense, com alguma razão, que em Alcabideche há uma espécie de Presidente de Junta acidental. 
Alguém que nunca planeou desempenhar tais funções e que a força das circunstâncias atirou para a cadeira da presidência, o que pode muito bem ser verdade. 
Lembremos que depois da trágica e inesperada perda do presidente eleito da Junta de Freguesia - o jovem e promissor Bruno Nascimento - a coligação "Viva Cascais" viveu dias de luto e compreensível indefinição, até se decidir por atribuir a liderança da Junta ao atual presidente, Rui Costa, o quarto nome da lista vencedora.

É de imaginar que este sóbrio militante de base do PSD, nunca tivesse imaginado ter que vir a assumir tais responsabilidades, quando nas últimas autárquicas decidiu integrar num tranquilo quarto lugar a lista da coligação "Viva Cascais" para a Assembleia de Freguesia.
Agora, desdobra-se entre reuniões e contactos a nível local, na tentativa de estabilizar um mandato que iniciou com grandes dificuldades, alguma contestação e insuficiente apoio, inclusivé no interior da própria coligação que era suposto apoiá-lo.

Há que reconhecer que o atual presidente teve que lidar com obras do centro da sede de freguesia que - não sendo da sua responsabilidade, mas sim da Câmara- correram francamente mal e conduziram ao descontentamento de importantes setores de residentes e do comércio local.
Correram de tal forma mal as obras, que o pavimento de uma das principais artérias de Alcabideche - a rua de Cascais - abateu poucos dias depois de ter sido inaugurado, isto após longos meses de intermináveis obras.
O calvário de obras que no total se prolongaram por mais de um ano - entre reposições de condutas de abastecimento de àgua e requalificações em algumas artérias - é aliás apenas mais um fator de mal estar na freguesia.

A passagem a sentido único de trânsito da rua de Cascais - favorecendo a saída e dificultando a entrada em Alcabideche - prejudicou gravemente um comércio local já fortemente debilitado pelas políticas austeritárias implementadas pelo governo central. 
Com escassos apoios na sua própria coligação, o presidente da Junta luta com sérias dificuldades para imprimir um rumo determinado e uma estratégia clara à Junta que dirige. Aliás, o problema mais frequentemente referido é justamente esse: Não existirem ideias para a freguesia, muito menos uma estratégia clara e coerente, o que poderá explicar-se pelas circunstâncias em que se viu investido nas suas atuais funções.

Há muito que o período de tolerância política dado pelas oposições se esgotou e aguarda-se que a retoma das atividades da Assembleia de Freguesia traga um acentuar de divergências ao hemiciclo.

Com o verão a acabar, na Freguesia de Alcabideche vive-se a calmaria que costuma anteceder as tempestades.

Carlos Silva

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Carta Aberta a um MENTECAPTO (João César das Neves)

Meu Caro João,


Ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir.
Confesso que pensei que fossem “excertos”, fora de contexto, de alguém a tentar destruir o (pouco) prestígio de Economista (que ainda te resta).
Mas depois tive a enorme surpresa: fui ler, no Diário de Notícias a tua entrevista (ou deverei dizer: o arrazoado de DISPARATES que resolveste vomitar para os microfones de quem teve a suprema paciência de te ouvir). E, afinal, disseste mesmo aquilo que disseste, CONVICTO e em contexto.
Tu não fazes a menor ideia do que é a vida fora da redoma protegida em que vives:
- Não sabes o que é ser pobre;
- Não sabes o que é ter fome;
- Não sabes o que é ter a certeza de não ter um futuro.
Pior que isso, João, não sabes, NEM QUERES SABER!
Limitas-te a vomitar ódio sobre TODOS aqueles que não pertencem ao teu meio. Sobes aquele teu tom de voz nasalado (aqui para nós que ninguém nos ouve: um bocado amaricado) para despejares a tua IGNORÂNCIA arvorada em ciência.
Que de Economia NADA sabes, isso já tinha sido provado ao longo dos MUITOS anos em que foste assessor do teu amigo Aníbal e o ajudaste a tomar as BRILHANTES decisões de DESTRUIR o Aparelho Produtivo Nacional (Indústria, Agricultura e Pescas).
És tu (com ele) um dos PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS de sermos um País SEM FUTURO.
De Economia NADA sabes e, pelos vistos, da VIDA REAL, sabes ainda MENOS!
João, disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mais de 85% das Pensões pagas em Portugal são INFERIORES a 500 Euros por mês (bem sei que algumas delas são cumulativas – pessoas que recebem mais que uma “pensão” - , mas também sei que, mesmo assim, 65% dos Pensionistas recebe MENOS de 500 Euros por mês).
Pior, João, TU TAMBÉM sabes. E, mesmo assim, tens a LATA de dizer que a MAIORIA está a FINGIR que é Pobre?
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Na tua opinião, “obrigar os empregadores a pagar um salário maior” (as palavras são exactamente as tuas) estraga a vida aos desempregados não qualificados. O teu raciocínio: se o empregador tiver de pagar 500 euros por mês em vez de 485, prefere contratar um Licenciado (quiçá um Mestre ou um Doutor) do que um iletrado. Isto é um ABSURDO tão grande que nem é possível comentar!
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste outras coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Ainda não se pediram sacrifícios aos Portugueses!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Ainda não se pediram sacrifícios?!?
Em que País vives tu, João?
Um milhão de desempregados;
Mais de 10 mil a partirem TODOS os meses para o Estrangeiro;
Empresas a falirem TODOS os dias;
Casas entregues aos Bancos TODOS os dias;
Famílias a racionarem a comida, os cuidados de saúde, as despesas escolares e, mesmo assim, a ACUMULAREM dívidas a TODA a espécie de Fornecedores.
Em que País vives tu, João?
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mas, João, a meio da famosa entrevista, deixaste cair a máscara: “Vamos ter de REDUZIR Salários!”
Pronto! Assim dá para perceber. Foi só para isso que lá foste despejar os DISPARATES todos que despejaste.
Tinhas de TRANSMITIR O RECADO daqueles que TE PAGAM: “há que reduzir os salários!”.
Afinal estás bom da cabeça, João.
Disseste TUDO aquilo perfeitamente pensado. Cumpriste aquilo para que te pagam os teus amigos da Opus Dei (a que pertences), dos Bancos (que assessoras), das Grandes Corporações (que te pagam Consultorias).
Foste lá para transmitir o recado: “há que reduzir salários!”.
Assim já se percebe a figura de mentecapto a que te prestaste.
E, assim, já mereces uma resposta:

- Vai à MERDA, João!

Arco-iris

sábado, 6 de setembro de 2014

Expectativas

O que se espera de uma autarquia?

Que a nível local tome medidas para apoiar a população residente, de acordo com o interesse popular e visando o bem comum. Que através da sua atividade torne a vida menos pesada e menos difícil a quem habita na sua área geográfica. Que cumpra um programa eleitoral apresentado a sufrágio e aprovado pelo voto.  Estas são respostas plausíveis à pergunta inicial, que, como é natural, estão na mente de muitos munícipes do nosso concelho.
Só que em Cascais, a coligação atualmente no governo autárquico não apresentou programa eleitoral. Sim, é verdade: A coligação vencedora não se deu ao trabalho de elaborar e apresentar um simples programa eleitoral.
Nas palavras do presidente da edilidade “não precisamos de programa; Temos uma estratégia”.
É de acreditar que este tipo de atitudes e afirmações tenha contribuído significativamente para a abstenção verificada no acto eleitoral: 62% dos eleitores não foi votar. Nestas circunstâncias um voto equivale praticamente a um cheque em branco, visto não ser apoiado em qualquer compromisso traduzido num programa eleitoral.
Este tipo de afirmações e atitudes por parte da autarquia constituem apenas mais um sinal de uma actuação pouco normal:
Não é normal que num concelho com tantas carências, disfunções e assimetrias, a autarquia caracterize a sua atividade pela promoção de grandiosos projetos imobiliários com impactos ambientais altamente negativos e tendo em vista o benefício dos mesmos interesses particulares de sempre: Os de grupos e fundos financeiros privados. São claramente os casos das mega urbanizações previstas para a Quinta dos Ingleses e para a denominada “Academia Aga Khan”.
Não se pode considerar normal que uma autarquia se afirme pelo seu permanente investimento em propaganda, pela sua omnipresente máquina de autopromoção, com a emissão constante de boletins, agendas e jornais de distribuição gratuita, outdoors e placards publicitários por todo o lado, em campanhas publicitárias permanentes.
Qual o dispêndio municipal anual em propaganda?
Nunca será com clareza revelado. Os valores das verbas despendidas em publicidade são dispersos por uma infinidade de itens orçamentais, perdendo-se na complexidade de intermináveis relatórios de contas, indecifráveis para o comum dos cidadãos. Este assunto merecia uma peritagem que trouxesse luz às contas de uma contabilidade cronicamente deficitária, com prioridades de mais do que duvidoso critério.
Perante estas políticas autárquicas, o que fazem as oposições?
Falando genericamente das forças da oposição, é justo relevar o empenhado trabalho parlamentar de denúncia, crítica construtiva e resistência às iniciativas que se mostram lesivas do ambiente e da qualidade de vida dos residentes. Sendo essa atividade importante e útil, é no entanto invisível aos olhos de uma população concelhia tantas vezes alheada da realidade política local. Sente-se que é necessário algo mais.
Esse “algo mais” é um projeto de governo autárquico construído a pensar nos seus munícipes e em medidas concretas que melhorem a sua qualidade de vida. Um projeto que reúna um consenso alargado e uma amplo apoio político que o torne ganhador.
A verdade é que até agora os habitantes do concelho não parecem vislumbrar alternativas consistentes ao poder que se instalou há décadas no município e assim vão ficando em casa na hora de votar.
Faltam propostas claras e fiáveis para uma gestão municipal que resolva problemas e melhore a vida de quem reside no concelho. Falta um programa consistente e credível para as concretizar. Um programa que faça a diferença, elaborado a pensar antes de mais nas pessoas e na melhoria das suas condições de vida.  


Carlos Silva

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Canil e Gatil Municipal Cascais: Pela melhoria das condições

Assinem e divulguem, por favor. 

Em prol da participação cívica e de uma ética social para a protecção animal.
Cabe também aos munícipes de Cascais zelar pelos animais do Concelho. 

Gostaríamos de realizar uma discussão pública na Assembleia Municipal sobre a política e os procedimentos municipais no bem-estar animal.
Aos cidadãos, às cidadãs, importa saber o que acontece e participar - para melhorar.







Para: Ex.mo Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Cascais

De acordo com a Lei das Autarquias Locais, compete à Câmara Municipal [Lei nº 75/2013 de 12 de Setembro, Artigo 33º, alíneas ii) e jj)] “Proceder à captura, alojamento e abate de canídeos e gatídeos” e “Deliberar sobre a deambulação e extinção de animais considerados nocivos”.

No espírito da Resolução da Assembleia da República nº 69/2011 de 4 de Abril que “Recomenda ao Governo uma nova política de controlo das populações de animais errantes” (*1), vimos solicitar que este assunto seja alvo de discussão pública pela Assembleia Municipal de Cascais, de modo a contribuir para um impulso maior à resolução do problema dos animais errantes e abandonados que se multiplicam no concelho de Cascais, assim como para envolver os munícipes na protecção e cuidados com os animais do concelho e na defesa da saúde pública.

Vimos ainda propor uma visita prévia dos deputados municipais ao Canil e Gatil de Cascais – Zambujeiro, com acompanhamento por parte dos activistas e das associações de defesa dos direitos dos animais de Cascais, e de preferência também com a presença do Sr. Vereador do pelouro, Dr. Nuno Piteira Lopes, para observação das actuais condições da gestão e funcionamento daquele organismo, e para esclarecimento de matérias relacionadas com a saúde pública e o bem-estar animal, nomeadamente:
- Os Procedimentos seguidos na captura de animais errantes;
- Os Procedimentos seguidos nos cuidados com os animais alojados;
- Os Procedimentos de promoção de adopção e de divulgação dos animais capturados e alojados;
- As Instalações do canil e gatil de Cascais;
- A Alimentação e a Higiene;
- Os Cuidados Médico-Veterinários, quer na entrada quer no seguimento dos animais alojados;
- Sobre a Política de não abate;
- Sobre o Financiamento;
- Sobre a preparação Técnica e formação contínua dos cuidadores, trabalhadores e pessoal afecto ao canil e gatil de Cascais e às Juntas de Freguesia com acordo de colaboração;
- Sobre as relações com outras entidades de protecção e cuidado animal, públicas ou privadas (FSFA, Veterinário-Municipal, Veterinários, Associações, Tutores de Animais, Juntas de Freguesia, etc);
- A actividade do Veterinário Municipal na concretização das suas competências legais no município e na colaboração com as decisões tomadas pelos órgãos autárquicos para o bem-estar animal;
- A colaboração com as entidades policiais responsáveis pelo cumprimento das leis em vigor;
- Sobre os objectivos e as perspectivas de melhoria do canil e gatil de Cascais.

Formalizamos esta Petição com o objectivo de que seja discutida na Comissão de Assuntos Jurídicos e Petições da AMC e em sessão pública da Assembleia Municipal de Cascais, de acordo com o Regimento da Assembleia Municipal de Cascais:
http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/regimento_da_assembleia_municipal_-_2007.pdf
CAPÍTULO VI – DIREITO DE PETIÇÃO
e
Artigo 8.º - Competência da Mesa da Assembleia
1. Compete à Mesa da Assembleia:
h) Encaminhar para a Assembleia Municipal as petições e queixas dirigidas à Mesa;

(*1) http://www.campanha-esterilizacao.com/documentos/Resolu%C3%A7%C3%A3oAR.pdf.pdf 


Com os nossos melhores cumprimentos, solicitamos deferimento,
Petição lançada em 30 de Agosto de 2014 

Cuidar Animais Cascais





segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Em Cascais tudo na mesma

Em Cascais tudo na mesma. Passa o tempo e persistem os mesmos problemas sobretudo para quem habita fora dos principais centros urbanos do concelho, nas largas dezenas de pequenas localidades de Cascais.
Problemas para as pessoas se deslocarem, com o serviço deficiente dos transportes públicos,a falta de articulação de horários entre CP e Scotturb, a ausência de estacionamentos para servir o acesso às estações e aos centros das localidades, a falta de passeios pedonais e a degradação dos existentes, os preços elevados dos transportes públicos rodoviários.
Ai de quem se desloque a pé em localidades como Areia, Birre, Malveira, Trajouce, Murches ou tantas outras do nosso concelho: Terá que caminhar por entre o trânsito, em bermas inclinadas, enlameadas, irregulares e escorregadias onde o peão está constantemente exposto a acidentes devido à ausência de passeios que lhe garantam condições mínimas de segurança.  Num tempo em que as autoridades de saúde promovem os benefícios das caminhadas, torna-se impossível a muitos cidadãos percorrer pelo seu pé os escassos quilómetros que medeiam entre tantas localidades do concelho de Cascais: 
Passeando nas ruas de Alcabideche, este grupo não tem alternativa: Tem que caminhar no asfalto porque não existem passeios.
Faltam os passeios que garantam uma circulação pedonal segura, sendo os peões forçados a um “convívio” demasiado íntimo com veículos que se deslocam a 40, 50 e 60 km/h e que lhes passam frequentemente a centímetros de distância. É assim, por exemplo, na estrada que liga Areia a Birre, Malveira a Janes, Pisão a Alcabideche, sendo assim também na via que a partir desta sede de freguesia faz a ligação com a rotunda condes de Barcelona, no Estoril, para citar apenas alguns exemplos.
No nosso concelho, a atividade comercial continua em declínio, com variadíssimos estabelecimentos a encerrar e uma notória redução do comércio de proximidade. Quem não disponha de veículo próprio para se deslocar a uma grande superfície, está em clara desvantagem: Ou espera longos períodos por transportes públicos caros e irregulares, ou vai a pé tantas vezes por mau caminho, tendo que carregar o peso das compras. É esta a vida de muitos dos residentes aposentados, com magras reformas, enfrentando sérias dificuldades económicas que os impedem de se deslocar de outra forma.
Nos bairros e nas pequenas localidades, rareiam os espaços públicos vocacionados para o encontro entre moradores, para o diálogo e a comunicação, sem os quais fica grandemente dificultada a vivência comunitária, ou o simples encontro e comunicação entre moradores. Uma comunidade para ter vida própria tem que ter espaços próprios onde compareça e se encontre. Espaços com um mínimo de condições: Dotados de mobiliário urbano, de sombra e de abrigo, de fontanários, de árvores e floreiras, de bancos, de placards informativos, de eventos e de proximidade em relação ao comércio local e aos serviços, para que possamos ver praças, largos e jardins públicos povoados de cidadãos, em interação e sã convivência, onde os mais solitários possam encontrar companhia e a troca solidária possa fluir, onde crianças possam dispor de espaço vital, para correr e brincar em segurança e onde a palavra comunidade possa reforçar o seu sentido.
A centenária Murtalense mostra dinamismo e apresenta muita actividade, mas no concelho várias associações e colectividades lutam para sobreviver por falta de apoio ao seu meritório trabalho
As colectividades desenvolvem com dificuldade o seu importante papel de pólos de dinamização cultural, desportiva e recreativa. Muitos dirigentes de colectividades sentem-se desapoiados pela sua autarquia e vêem-se obrigados a reduzir as suas actividades. Ao mesmo tempo, largos sectores da juventude queixam-se de falta de alternativas para a ocupação de tempos de lazer e de espaços de encontro e convívio.
Enquanto entidades colectivas, as comunidades de moradores encontram-se fragilizadas pelo estilo de vida que faz do local de residência apenas dormitório e por uma mentalidade de “cada um por si”, que ignora o “nós” e sobrevaloriza o “eu”.
Na saúde nada se faz a nível local para contrariar a tendência nacional de redução dos serviços assegurados pelo SNS. Milhares de pessoas em Cascais não possuem médico de família atribuído e continuam a esperar largos meses por consultas de diversas especialidades. Qual o papel dos representantes da autarquia que participam na direcção do agrupamento de centros de saúde do concelho de Cascais?
O que se espera da autarquia?

Que governe para as pessoas que aqui vivem, de acordo com os seus interesses, para lhes tornar a vida menos difícil e menos pesada, ou que governe para a satisfação de interesses particulares e de grupo?

Carlos Augusto Silva

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Avaliação ? … Que Avaliação ?

O governo decidiu mandar avaliar o desempenho dos 322 centros de investigação e desenvolvimento (I&D) que constituem o sistema científico nacional.
Considero que tudo o que consome recursos do erário público, deve ser avaliado e monitorizado com rigor e independência, pelo que concordo com a avaliação, que deveria servir para detetar eventuais insuficiências, com vista à sua correção.
A avaliação deveria  servir para elevar o nível de desempenho do nosso sistema científico.
Acontece que o governo, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) contratou  a European Science Foundation (ESF) para fazer essa avaliação e logo no contrato de prestação de serviços estabeleceu que apenas 162 dos centros avaliados, passariam à 2ª fase.



Ou seja, ainda antes da avaliação feita, o governo decidiu que metade dos centros avaliados não passariam e veriam os seus financiamentos anulados, condenando à morte centros com trabalho reconhecido internacionalmente.
Isto não é sério e não pode ser tolerado com um encolher de ombros.
O que deveria ser um processo de melhoria, vai ser um processo de destruição de uma atividade fundamental para o futuro do país.
Não tenho qualquer dúvida, que Portugal só será um país competitivo e capaz de proporcionar um futuro decente aos portugueses, se apostar na melhoria da qualificação dos nossos jovens e na I&D que nos permita produzir produtos de maior valor acrescentado.
O que o governo tem estado a fazer é destruir a escola pública e agora a I&D, o que configura um autêntico crime de lesa-pátria, que os portugueses não poderão deixar de sancionar.

José Batalha

terça-feira, 22 de julho de 2014

E ninguém vai preso ?

Ricardo Espírito Santo Salgado era conhecido como o DDT (Dono Disto Tudo).
Efectivamente, a sua actividade revelou-se muito tóxica para o GES (Grupo Espírito Santo).
Se os prejudicados fossem só os membros da família, eu não gastaria 5 segundos do meu tempo.



Acontece que o GES abrange cerca de 400 empresas e mais de 25.000 trabalhadores.
Muitas dessas empresas vão falir e muitos trabalhadores vão perder os seus postos de trabalho.
Acresce que muitas outras empresas (pequenas e médias) e muitos clientes individuais do BES foram “aconselhados” (ou coagidos) a fazer aplicações financeiras no GES, por serem aplicações “seguras” e “rentáveis” e irão agora ter prejuizos severos.
Por outro lado a desconfiança no sistema bancário nacional que este caso gerou a nível internacional, poderá reduzir e encarecer o crédito externo à economia, agravando as condições financeiras das nossas empresas.
Este caso só foi possível porque o GES adulterou as contas das holdings (o que é crime) escondendo passivos (só na Espírito Santo International apareceram 1,3 mil milhões de euros de dívidas que não estavam contabilizadas) e empolando activos (que foram sobrevalorizados) para mascarar a situação de falência do Grupo, continuando a enganar os incautos.
Nos EUA, Bernard Madoff (que fez o mesmo) está preso e foi condenado a 150 anos de cadeia.



Aqui ninguém vai preso.
Já o meu pai me dizia:
- Roubas um tostão, és um ladrão (e vais preso)
- Roubas um milhão, és um barão (e dão-te uma comenda).
Até quando continuaremos a suportar esta gente ?


José Batalha

terça-feira, 15 de julho de 2014

Notícias de Aga Khan, o líder dos Ismaelitas


O tal das obras sociais, tão acarinhado em Cascais que o município lhe quer “dar” um dos bonitos e bem localizados terrenos municipais entre a Areia e Birre (perto do Guincho);
Ou talvez (só) usar o seu nome de benemérito social “amigo dos pobres”, para construir um grande empreendimento no local, que o retire do usufruto dos cidadãos e o “facilite” a quem tiver dinheiro para tal.
Este é um dos tipos de “democracia” praticado por vários órgãos de poder autárquico...

Notícia encontrada no El País de 15-07-2014:
“... neste verão há um barco em que todos os olhos se põem, o Alamshar, de propriedade do líder Aga Khan...”
“O navio custou cerca de 150 milhões de euros...”
“O Agha Khan queria ter o barco mais rápido do mundo, mas o seu Alamshar - nome de um dos seus melhores cavalos de corrida –“... parece não ter correspondido ao sonho deste rico “misericordioso”.
“O bilionário não fez segredo de que está muito chateado com o mau resultado.”
Já antes “conseguiu atravessar o Atlântico em tempo recorde de 2 dias e 10 horas” com outro dos seus “barquinhos”, Destriero.

O príncipe ismaelita Karim al-Hussaini Agha Khan tem uma fortuna estimada pela revista Forbes em quase 600 milhões.



El club de los ricos con yate
El agá Jan estrena este año un gran barco tras seis años de construcción


E ainda sobre Aga Khan, pois nada é só “preto-e-branco”, encontrei estas notícias:


Paulina Esteves


terça-feira, 10 de junho de 2014

Eleições já ???



Há dias o prof. Rui Valente defendeu a realização de eleições legislativas já.
Considera que este governo não tem qualquer legitimidade, porque faz exatamente o contrário do que prometeu na campanha eleitoral, pelo que se baseia numa fraude eleitoral.

Até aqui concordo inteiramente.

Todos nos lembramos do Passos Coelho a dizer a um jovem que cortar o subsídio de Natal era um disparate, e todos sabemos o que ele fez imediatamente após tomar posse.



Ainda há pouco mais de um mês ele dizia que não ia aumentar mais impostos ou cortar rendimentos e uma semana depois já dizia que ia haver um “ajustamento” (em alta, claro) do IVA e da TSU.

É para mim claro, que este governo é incompetente, mentiroso e o mais à direita que já tivemos desde o 25 de Abril de 1974.

E é exatamente por isso que eu não quero eleições já.

Eleições já, ainda por cima com o maior partido da oposição no estado em que está, é garantir ao Passos Coelho mais 4 anos de governo, agora com uma nova legitimidade que neste momento não tem.

O Passos Coelho já fez a este país mal que chegue.


José Batalha

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Já !!!

Defendo ELEIÇÕES legislativas, JÁ!
É urgente dar o voto ao cidadão português que sofre na pele as medidas que nunca lhe foram anunciadas em campanha eleitoral....
As últimas eleições foram, portanto, uma fraude.
Como é possível elegermos um governo a partir de um programa (promessas), dar-lhe uma maioria e este não cumprir nada do que prometeu? É essencial promover novas eleições para que um novo governo, seja de que área for, seja legitimado nas medidas dificeis (concerteza!) a promover.
Os eleitores, nós o povo, seremos, então, conscientes nas medidas e no sentido de voto. Poderemos escolher.
Como estamos agora é que não!
Não escolhemos corretamente pois ninguém falou verdade. A verdade.
Mesmo que a escolha seja o caminho atual, será uma escolha cons
As últimas eleições foram, portanto, uma fraude. Como é possível elegermos um governo a partir de um programa (promessas), dar-lhe uma maioria (entre dois partidos) e este não cumprir nada do que prometeu?
Pelo contrário, só fez (faz) o contrário daquilo que prometeu.




É essencial promover novas eleições para que um novo governo, seja de área for, seja legitimado nas medidas difíceis (com certeza!) a promover. Os eleitores, nós, o povo, seremos, então, conscientes nas medidas e no sentido do novo voto.
Poderemos escolher.
Como estamos agora, é que não!
Não escolhemos corretamente pois ninguém falou verdade. A verdade.
Mesmo que a escolha seja o caminho atual, será uma escolha consciente.
Rui Manuel Torrado Valente

São João do Estoril, 4-05-2014.